AP
AP

Personalidades lamentam a morte do Gabo

'Morreu um grande escritor cujas obras deram ampla publicidade e prestígio para a literatura da nossa língua', por Llosa

O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2014 | 18h27

Luis Fernando Verissimo

escritor

"É uma grande perda a morte desse notável escritor identificado com a América Latina, mas atento ao que é universal. Ele encantava a todos com sua criatividade e usava seu humor a serviço de algo maior. Entre suas influências confessas na literatura estava o escritor Erico Verissimo, meu pai." 

Roberto DaMatta

escritor e antropólogo

"Uma grande tristeza. Mas a sua obra fica com a gente. Ele se foi, mas a hora em que eu quiser falar com ele, é só abrir um de seus livros para reencontrá-lo. O que mais me impressiona em sua obra é que é impossível parar de ler qualquer livro de sua autoria. García Márquez faz uma maravilhosa fusão de forma e história.”

Ferreira Gullar

poeta

"Não era apenas um grande escritor. Ele criou uma ficção de qualidade excepcional. Com o seu realismo mágico e sua originalidade, ele mudou a América Latina. A sua literatura inventa a realidade. Entre sua imensa produção, gosto muito de Crônica de Uma Morte Anunciada."

João Ubaldo Ribeiro

escritor

"Foi um dos maiores escritores da literatura ocidental que transformou o olhar da crítica em relação à América Latina."

Guillermo Arriaga

escritor, cineasta e roteirista mexicano

"Morreu García Márquez, uma perda imensa para a literatura universal."

Héctor Abd Faciolince

escritor colombiano

"Gabriel García Márquez tinha o dom sublime de contar histórias com graça, humor, poesia e profundidade, ao mesmo tempo. A sua prosa era hipnótica."

Mario Vargas Llosa

escritor

"Morreu um grande escritor cujas obras deram ampla publicidade e prestígio para a literatura da nossa língua."

Milton Hatoum

escritor

"Ele inaugurou um modo de narrar, uma literatura com fundo romanesco de imaginação solta, na qual tudo é possível acontecer.”

Nélida Piñon

escritora

"A morte dele deixa um grande vazio na literatura mundial. É uma perda difícil para todos. Um perda que evoca grandes memórias. Porém, pelo menos podemos nos conformar com a ideia de poder preencher esse vazio com a grande obra que ele nos deixou."

Gilberto Gil

músico

“Aprendi que todo mundo quer viver no topo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma como ela é escalada.” Frase de García Márquez

Gerald Martin

biógrafo

"Cem Anos de Solidão foi o primeiro romance em que os latino-americanos se reconheceram, que os definiu, e celebrou sua paixão, espiritualidade e sua grande propensão ao fracasso."

 Álvaro Uribe

ex-presidente da Colômbia

“Mestre García Márquez, obrigado sempre, milhões de habitantes do planeta se enamoraram por nossa pátria na fascinação de seus escritos."

 Juan Manuel Santos

presidente da Colômbia

“Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos! Solidariedade e condolências à família, Os grandes nunca morrem.”

Dilma Rousseff

presidente do Brasil

"Dono de um texto encantador, Gabo conduzia o leitor pelas suas Macondos imaginárias como quem apresenta um mundo novo a uma criança. Seus personagens singulares e sua América Latina exuberante permanecerão marcados no coração e na memória de seus milhões de leitores."

Carlos Valderrama

ex-jogador de futebol da seleção da Colômbia

"Morre o ser humano, vive a sua lenda. Gabo, que sempre nos fez sonhar com suas letras, nos abandonou. Descanse em paz."

James Franco

ator norte-americano

"100 Anos de Solidão - Gabriel García Márquez. Jamais esqueceremos!"

Sérgio Sant'Anna

escritor

"García Márquez morre plenamente realizado como escritor, jornalista, homem. É fascinante o seu senso de humor, a sua gentileza.Cem Anos de Solidão é uma obra imortal, um dos grandes livros da história."

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)

grupo guerrilheiro

"Perde a Colômbia, perde o mundo com a morte de Gabo. Suas obras salvaguardam sua memória. Confortamos sua família neste momento."

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

Unesco

"Agradecemos a García Márquez pelo realismo mágico de seu trabalho e a magia que realizou na história literária."

The New York Times

jornal norte-americano

"Morre Gabriel García Márquez, mestre do realismo fantástico."

El País

jornal espanhol

"A morte de um gênio da literatura universal."

Le Figaro

jornal francês

"Gabriel García Márquez, a morte do patriarca."

Luiz Inácio Lula da Silva

ex-presidente do Brasil

"Gabriel García Márquez foi um extraordinário escritor, um exímio jornalista, um grande militante das causas democráticas populares e um símbolo para todos nós da América Latina e do mundo. Em seus livros, ele retratou com grande talento a realidade e a magia do povo latino-americano. Ele, que foi o primeiro colombiano a receber o Prêmio Nobel de Literatura, representou a América Latina em suas obras e por onde passou. Manifestamos nossa solidariedade aos parentes, amigos e milhões de admiradores do nosso querido Gabo."

Barack Obama

presidente dos Estados Unidos

"O mundo perdeu um de seus maiores escritores visionários - e um dos meus favoritos. Sua obra viverá por gerações."

Ollanta Humala

presidente do Peru

"A América Latina e o mundo inteiro sentiram a partida desse sonhador. Descanse em paz, Gabriel García Márquez, lá em Macondo."

José Mujica

presidente do Uruguai

"Para aqueles que sonham com a possibilidade de um mundo melhor, ele era um companheiro de utopias. A América Latina perdeu um de seus maiores pontos de referência em sua verdade, em sua dor, em sua alegria."

Isabel Allende

escritora chilena

"Acabo de saber com profundo pesar que García Márquez morreu. O único consolo é que sua obra é imortal. Poucos livros conseguem sobreviver ao implacável teste do tempo, pouquíssimos autores são lembrados, mas García Márquez está entre os clássicos da literatura universal. Ele é o escritor mais importante da América Latina em todos os tempos, a voz do realismo mágico e o pilar da explosão da literatura latino-americana. Ele narrou a América Latina ao mundo e mostrou a nós, latino-americanos, nossa própria imagem no espelho de suas páginas. Somos todos de Macondo. Todos os escritores de língua hispânica que vieram antes e depois, têm como parâmetro seu imenso talento. Sua influência inegável é como a maré; ela vem e vai em ondas. Devo a ele o impulso e a liberdade de me lançar à literatura. Em seus livros encontrei minha própria família, meu país, as pessoas que conheci minha vida inteira, a cor, o ritmo e a abundância de meu continente. Meu maestro morreu. Não ficarei de luto por ele porque não o perdi: continuarei a ler suas palavras de novo e de novo..."

Geraldo Alckmin

governador de São Paulo

"Sem Gabriel García Márquez, o mundo fica menos criativo e a literatura órfã de um de seus mais ilustres representantes. A sua obra traduz a grandeza da cultura latino-americana e continuará a encantar as gerações futuras."

Corriere della Sera

jornal italiano

"Morre Gabriel García Márquez - De Macondo ao Nobel."

Marta Suplicy

ministra da Cultura

"Gabriel García Márquez embalou toda uma geração com seus clássicos. Ele integrou um grupo de escritores que levou a América Latina para o mundo. Seu compromisso com os mais pobres, contra as injustiças da desigualdade, foi inspirador. Sua obra fica para a eternidade."

Jaime Abello Banfi

diretor-geral da Fundação Gabriel García Márquez para um Novo Jornalismo Ibero-americano

"Nosso querido Gabriel García Márquez se foi fisicamente, mas permanece vivo entre nós através de suas ideias, seus escritos, sua memória, nas milhões de pessoas que o amam no mundo todo e do seu legado representado no trabalho de suas fundações e escolas de jornalismo e cinema... Gabo viveu uma vida plena e incomparável. Vamos nos lembrar dele como um grande criador, um homem cheio de sabedoria, humor e ternura, um trabalhador incansável, que soube mostrar-nos que a melhor maneira de aproveitar uma jornada é seguindo a vocação com a obstinação e a disciplina. Obrigado, Gabo. Obrigado, professor dos professores."

Enrique Peña Nieto

presidente do México

"Em nome do México, expresso meu pesar pelo falecimento de um dos maiores escritores de nossos tempos, Gabriel García Márquez. Com sua obra, fez universal o realismo mágico latino-americano, marcando a cultura de nosso tempo."

Rafael Tovar

presidente do Conselho Nacional para Cultura e Artes do México

"É um homem que entrou para a eternidade e para a universalidade."

Rafael Correa

presidente do Equador

"Gabo se foi, teremos anos de solidão, mas ficam suas obras e seu amor pela Pátria Grande (América Latina). Até sempre, Gabo, querido!"

Shakira

cantora

"Querido Gabo, uma vez você disse que a vida não é o que se vive, é o que se guarda na memória para contar. Sua vida, querido Gabo, será lembrada como um presente único e irrepetível, e como o mais original dos relatos. É difícil me despedir de você, já que nos deu tanto. Você vai ficar para sempre comigo e com todos os que o admiram." 

Bill Clinton

ex-presidente dos Estados Unidos

"Sempre fiquei assombrado com seus dons únicos de imaginação, clareza de pensamento e honestidade emocional. Ele capturou a dor e a alegria humanas na forma tanto real como mágica."

Ricardo Lísias

escritor

"Ele foi, sem dúvida, um dos responsáveis por fazer a América Latina ter uma literatura sem grandes dívidas com a europeia."

Paulo Coelho

escritor

"Viva Gabriel García Márquez!"

Ademir Assunção

poeta

"É mais que emblema para os escritores e leitores. Mais do que perda. Ele fez o que tinha que fazer e muito bem."

Luiz Felipe Vitelli

escritor

"A morte de García Márquez significa que os bons saem de cena em direção à solidão de Macondo."

Wilson Pereira

poeta

"É lamentável. Li quase todos os livros dele. Sabia que estava adoentado, mas não pensei que viria a falecer. Perdemos um dos maiores autores da modernidade."

Nicolas Behr

poeta

"O primeiro livro que li do começo ao fim foi Cem Anos de Solidão, com 17, 18 anos, e reli agora. É um clássico que não cansa e no qual você sempre descobre alguma coisa. É um livro para ler de 5 em 5 anos ou de 3 em 3 anos. Foi o primeiro escritor que teve a coragem de falar que escreve para ser amado."

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.