Perfume de Tom

Não é exagero. Chico Pinheiro supera a si mesmo, faz parcerias com Paulo César Pinheiro e chega com um álbum digno de lembrar nomes dos mais reverenciais do País, como Edu Lobo e Tom Jobim.

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

Certa vez o maestro Radamés Gnattali (1906-1988) escutava um pianista tocar no rádio. Sem ter o menor conhecimento de quem se tratava, afirmou aos presentes: "Esse cara não tem menos do que 50 anos... Ninguém com menos de 50 toca tão bem assim." Se o compositor e pianista gaúcho tivesse ouvido Chico Pinheiro, fatalmente pensaria em rever seus conceitos. O violonista, cantor e compositor, que lança seu quarto disco hoje e amanhã no Sesc Pompeia, prova mais uma vez como combinar o vigor criativo de um músico da sua idade (ele completa 36 anos nesta quarta-feira) e a elegância e o refinamento de um veterano.

Lançado em março no Japão e no fim de agosto na Europa e nos Estados Unidos com o título de There"s A Storm Inside, o álbum (que também será vendido em 35 países) chega finalmente ao Brasil batizado como Flor de Fogo. O nome, aliás, surgiu de uma das mais belas faixas do CD, retomando a parceria de Chico com Paulo César Pinheiro, com quem já havia trabalhado nos discos anteriores.

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