Performance artística de Peter Greenaway é proibida na Itália

Vittorio Sgarbi, crítico de arte italiano e assessor de Cultura de Milão, disse que atitude é 'uma ação fascista'

Ansa

03 de abril de 2008 | 21h25

O assessor da pasta de Cultura de Milão e crítico de arte italiano, Vittorio Sgarbi, considerou "uma ação fascista de uma superintendência incapaz de julgar" a proibição imposta à performance artística do diretor britânico Peter Greenaway que, durante o próximo Salão Internacional do Móvel, entre os dias 16 e 21 de abril, queria apresentar um espetáculo de projeções luminosas sobre A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. "Quero lançar um apelo, porque se não conseguirmos fazer com que Greenaway realize a sua performance, então foi inútil o fato de Milão ter sido escolhida a próxima cidade para sediar a Expo 2015", disse Sgarbi, durante uma coletiva de imprensa. "Diferentemente do que pensa um demente com o seu pseudocientificismo, a luz não pode danificar a obra, do contrário não se explica como o Museu do Louvre permite fotografar a Mona Lisa com todos aqueles flashes", provocou Sgarbi. Greenaway obteve, anteriormente, permissão para realizar um espetáculo multimídia, com luzes, projeções e vozes, sobre A Última Ceia. A pintura de Leonardo da Vinci, situada no Convento Maria delle Grazie, faria parte da apresentação de sete minutos, que seria vista por apenas 25 pessoas por vez, devido à fragilidade da obra.

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