Pereio, o rebelde, avisa: criou juízo aos 60

Aos 60 anos, o ator gaúcho Paulo César Pereio garante que chegou à maturidade. Depois de passar três anos vivendo em isolamento quase total no interior de Goiás, tentando se livrar das drogas, Pereio teve problemas cardíacos, recebeu um marcapasso, em 1999, e mudou de vida. "Agora estou limpo. Não tenho vício nenhum", afirma. Em abril, Pereio voltou ao Rio e ao trabalho. Depois de uma malsucedida experiência na montagem de Hamlet estrelada por Diogo Vilela - da qual foi expulso -, ele se prepara para uma participação especial como o pintor Armando na minissérie Presença de Anita, que estréia dia 07 de agosto, na Globo. Com 63 filmes no currículo e pouquíssimos trabalhos na TV, o ator diz que agora, com a maturidade, tudo é diferente. "Todo mundo desconsidera a Globo, mas ela não passa ninguém para trás. Antes de a gente pensar em cobrar direitos autorais, ela já está mandando telegrama, avisando. Catam você pelo Brasil inteiro para pagar direitos autorais. Com cinema eu não ganho um tostão. Passam meus filmes na TV, a torto e a direito, e eu nunca vi um tostão furado. Premiadíssimo por suas participações em 38 anos de cinema nacional, o ator diz que não liga para estatuetas. "Gosto quando tem dinheiro. Já teve vezes que só fui buscar o dinheiro e não peguei o prêmio." Pereio é assim. Diz que o que pensa e avisa que amanhã pode pensar totalmente diferente de hoje. No momento, curte os filhos - Lara, de 28 anos, Tomás, de 22, João, de 17, e Gabriel, de 7, além do neto Pedro, de 3. Na minissérie de Manoel Carlos, baseada no romance de Mário Donato, o personagem de Pereio é o primeiro homem na vida de Anita (Mel Lisboa). Depois da TV, o ator volta ao cinema. Já tem em mãos o roteiro de Serras da Desordem, de Andrea Tonacci, ainda em fase de captação de recursos.Na semana passada, ele recebeu o JT em seu apartamento, no bairro de Laranjeiras, no Rio. Clique para ler a entrevista.

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