Percpan começa hoje em Salvador com novos curadores

A essência é a mesma de quase duas décadas: força na percussão. Prestes a se tornar "maior de idade", o Percpan - Panorama Percussivo Mundial, no entanto, mais uma vez se renova. Para começar, este que é um dos mais importantes e inventivos festivais do continente conta com dois novos curadores - o antropólogo paraibano Hermano Vianna e o jornalista e pesquisador espanhol Carlos Galilea - a partir desta edição. A diversidade, que é sua outra característica marcante, agora se amplia, com diversas manifestações sonoras vindas das periferias para os grandes palcos do mundo, em que o tambor, os vocais, os metais e os timbres eletrônicos convivem em harmonia.

AE, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 09h04

Inicialmente com Naná Vasconcelos e Gilberto Gil no comando, o festival foi, naturalmente, mudando de cara pelas mãos de Arrigo Barnabé e, nos últimos anos, Marcos Suzano. Chegou a se desvirtuar num certo período, adquirindo um perfil mais pop e menos percussivo, o que provocou a saída de Naná, mas sabiamente retomou o rumo ao som dos tambores.

"O festival está entrando na idade adulta. Tem de crescer, tem de mudar, andar com outras perspectivas", diz a antropóloga e empresária Beth Cayres, idealizadora e organizadora do evento desde sua primeira edição. "Mas o importante é que a gente não deixou a base, que são a percussão, a pluralidade, o intercâmbio, esses atributos que o festival tem desde o início, mas abrindo mais."

Grandes grupos de quatro continentes vão circular em clima de festa e celebração por três cidades: Salvador, Rio e São Paulo, levando "paulistas para Salvador e baianos para o Rio". É a edição das big bands, formando um dos elencos mais significativos, modernos e empolgantes da história do festival. "É muita gente viajando. Percussão aglutina muito. E grupos de sopros e ligados à música eletrônica são todos grandes. Aí embarcamos nessa de trazer todo mundo. Acabamos chegando a esse formato."

Cada noite também vai ter mestres de cerimônias. Iggor Cavalera e o projeto eletrônico Mixhell vão abrir para o Buraka-Som Sistema no Rio e em São Paulo. Os bateristas de dois grandes grupos de rock brasileiros - João Barone, dos Paralamas, e Charles Gavin, ex-Titãs - vão fazer apresentações especiais em Salvador e no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Programação

Salvador:

Hoje (dia 29):

Noite Sopro-Percussiva (Teatro Castro Alves):

Apresentação: Charles Gavin

Movimento Elefantes (S.Paulo)

Kocani Orkestar (Bálcãs)

Hypnotic Brass Ensemble (EUA)

Amanhã (dia 30):

Noite Três Continentes (Teatro Castro Alves):

Apresentação: João Barone

As Tucanas (Europa - Portugal) Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (África - Benin)

Novalima (América do Sul - Peru)

Sexta (dia 1º):

Noite Festa (Concha Acústica):

Nortec Collective (México)

Edcity (Brasil, Bahia)

Rio de Janeiro:

Segunda-feira (dia 4):

Noite Três Continentes (Teatro Oi Casa Grande)

Apresentação: João Barone

As Tucanas

Orchestre Poly-Rythmo de Cotono

Novalima

Terça-feira (dia 5):

Noite Sopro-Percussiva (Teatro Oi Casa Grande)

Apresentação: Charles Gavin

Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (Brasil, Bahia)

Koçani Orkestar

Nortec Collective

Quarta-feira (dia 6):

Noite Festa (Canecão)

Apresentação: Iggor Cavallera e Mixhell

Buraka-Som Sistema (Portugal/Angola)

Bloco Cru (Brasil, Rio)

Hypnotic Brass Ensemble

São Paulo:

Quinta-feira (dia 7):

Via Funchal

Apresentação: Cavalera/Mixhell

Buraka-Som Sistema

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