'Pequena Miss Sunshine' faz um ano em cartaz em SP

Filme permanece em sala do HSBC Belas Artes e, até a última segunda, já tinha feito 370.827 espectadores

AE, Agencia Estado

19 Outubro 2007 | 13h14

A Kombi da família Hoover só pegava assim mesmo, empurrando. E foi assim que pai, mãe, avô e filhos saíram pelos Estados Unidos um dia para realizar o sonho da mais nova, a menininha Olive, que só queria participar de um concurso de miss em outra cidade. Sem grande alarde, ao contrário da Kombi branca e amarela que só pega no tranco, Pequena Miss Sunshine estreou nas salas de cinema de São Paulo como mais um filme fofo, até que aconteceu o que nenhum marketing por si só faz acontecer. O boca a boca, sem pirataria, fará Pequena Miss Sunshine completar amanhã um ano em cartaz. A fita permanece firme e forte em uma sala do HSBC Belas Artes, na Rua da Consolação, como algo que nem seus produtores conseguem responder com lógica. Em um mercado devorado pelo lançamento de vários blockbusters por semana, o feito é de se admirar. Miss Sunshine, um filme independente, foi lançado em apenas 32 salas no Brasil no ano passado e, até a última segunda-feira, já tinha feito 370.827 espectadores e rendido R$ 3.276.133 milhões em bilheteria. A história da sonhadora garotinha interpretada por Abigail Breslin ainda enche a sala de espectadores, segundo o coordenador de programação do HSBC Belas Artes, Leo Mendes. "Nós até recebemos um troféu da distribuidora, uma kombizinha em cima de um pedestal."     Críticos e exibidores são unânimes para explicar o segredo da longevidade de um filme na sala de cinema: "Mesmo se estrear sem destaque ou receber críticas negativas, duas semanas é suficiente para o boca a boca reverter o resultado", diz Mendes.     O contrário também vale. Se nesse período o público não aprovar, adeus fita. A confirmação vem da diretora do cinema Reserva Cultural, Laura Bacque: "É o público que decide por nós, sobretudo no caso de filmes independentes. São as indicações de amigos que fazem com que a sala fique mais cheia na segunda semana do que na primeira". As informações são do Jornal da Tarde

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