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Pela 2ª vez, mortes ofuscam estreia do 'Batman' de Christopher Nolan

O diretor não carrega consigo somente os louros da mídia, bilheterias e carinho dos fãs do homem-morcego

Gabriel Perline, de O Estado de S. Paulo

20 Julho 2012 | 11h03

Dito pela crítica como o melhor diretor da franquia Batman, Christopher Nolan não carrega consigo somente os louros da mídia, bilheterias e carinho dos fãs do homem-morcego. O ar sombrio que o acompanha desde 2008, com a morte de Heath Ledger, o Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas, voltou à cena nesta sexta-feira (20).

Um rapaz de 24 anos, identificado pela polícia como James Holmes, invadiu um cinema da cidade de Denver, no estado americano do Colorado, e atirou contra a platéia, matando ao menos 12 pessoas. Na sala era exibido o filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que estreia oficialmente hoje nos Estados Unidos.

De acordo com testemunhas, o atirador que matou ao menos 14 pessoas no Colorado estava vestido com uniforme parecido ao da Swat. Segundo o Twitter do programa de TV Today Show, a testemunha disse que o atirador disparou de forma metódica à medida em que as pessoas tentavam deixar a sala de cinema.

No Brasil, o último longa da trilogia de Nolan para o super-herói estreia somente na próxima sexta-feira (27), mas as tensões em torno da produção ofuscaram a expectativa do público com a morte deste grupo de pessoas.

O caso traz à tona outro episódio que abalou a equipe e fãs da saga do homem-morcego: a morte de Heath Ledger, em janeiro de 2008. O ator se suicidou após uma overdose de remédios.

Ele ficou tão tenso com as gravações e com a alma de seu personagem que precisava tomar calmantes para dormir. Em entrevista ao jornal The New York Times, concedida em novembro de 2007, ele admitiu usar medicações para ajudar a dormir.

"Na última semana eu dormi provavelmente uma média de duas horas por noite. Eu não consegui parar de pensar. Meu corpo estava exausto e minha mente continuava funcionando", disse o ator.

Segundo o jornal, ele chegou a tomar alguns comprimidos de Ambien, um remédio que estimula o sono. No entanto, a superdosagem, como diz a própria bula, pode provocar a morte. A ingestão com álcool também é tida como fatal.

O assassino americano, que tirou a vida de 14 pessoas nesta sexta-feira, é mais um triste personagem da vida real que ofusca o brilhante trabalho que Christopher Nolan desenvolveu durante a posse da franquia de Batman.

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