Andre de Silva/Reuters
Andre de Silva/Reuters

Pela 1ª vez no País, Corinne Bailey canta nesta quinta em SP

Ansiosa em saber o que vai encontrar no Brasil, ela diz que terá alguns dias livres para passear

AE, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 11h13

Do outro lado da linha, a voz da cantora e compositora britânica Corinne Bailey Rae, 31 anos, soa doce, tal e qual em suas canções. "O Brasil é um país maravilhoso. Vai ser excitante estar aí. Eu me interesso por diferentes culturas. Conheço a europeia, a africana. Será bom conhecer o Brasil", disse Corinne, em entrevista ao Jornal da Tarde por telefone.

Tanta animação em relação ao País tem motivo. Após anos de expectativa - dela e do público brasileiro -, Corinne estará aqui pela primeira vez, onde se apresentará nesta quinta-feira, 4, no Via Funchal, em São Paulo, e sábado, 6, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Ansiosa em saber o que vai encontrar no Brasil, ela diz que terá alguns dias livres para passear pelas duas cidades. "Terei tempo para isso. Alguns músicos da minha banda conhecem pessoas no Brasil", destacou.

Nascida na cidade de Leeds, no norte da Inglaterra, filha de mãe inglesa e pai caribenho, a cantora diz gostar de Tom Jobim e João Gilberto. Ela os conheceu há cerca de dez anos, por recomendação de amigos músicos, e se encantou pela bossa nova da dupla. "Eles são artistas incríveis, influenciados pelo jazz. Gosto da forma de tocar de João Gilberto. Conheço o álbum de Tom Jobim e Elis Regina (Elis & Tom). Gosto muito do som desse disco. É lindo", elogiou.

Sobre o show no Brasil, Corinne garante que a plateia terá participação importante na, digamos, montagem do set list. "No repertório, há canções do meu novo trabalho (The Sea) e também do meu álbum de estreia. Será um primeiro encontro realmente muito feliz", disse a cantora. "Devo cantar as músicas favoritas do público brasileiro". Se ela cumprir o prometido, alguns de seus grandes hits, como Put Your Records On e a bela Like A Star (ambos do seu primeiro disco) estão, claro, garantidos.

Após o sucesso do álbum de estreia, que leva seu nome - lançado em 2006 e que vendeu cerca de 4 milhões de cópias no mundo -, Corinne passou por uma fase difícil e se afastou da mídia: seu marido, o saxofonista escocês Jason Rae, foi encontrado morto, vítima de overdose por medicamentos, em 2008. Os dois eram casados havia seis anos.

A jovem e talentosa cantora vinha de um momento bem-sucedido na carreira, quando encabeçou as listas das mais tocadas e colecionou uma série de adjetivos, de revelação à grande estrela, cunhados pela imprensa mundial. Chegou a ser comparada a Billie Holiday. Mas suas influências são mais nítidas em Erykah Badu e Lauryn Hill. Toda a alegria de seu disco de estreia e do chamado Girl, put your Records on, no entanto, se silenciaram com a tragédia. Num momento posterior, a tristeza virou inspiração - e sobriedade. E a cantora tirou forças da perda para homenagear o marido no segundo trabalho, The Sea, no início deste ano, repleto de sentimentos de amor e perda. As informações são do Jornal da Tarde.

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