Peças sacras são furtadas de mosteiro no Rio

Cinco peças de valor inestimável foram furtadas da igreja do Mosteiro de São Bento, no centro do Rio. Uma delas, uma imagem de madeira policromada do século 18 que ficava sobre o púlpito do batistério, desapareceu em dezembro de 2006. O furto das outras quatro - dois cálices (um deles ornado com pedras de ametista, rubi e brilhante) e duas patenas (prato que serve para cobrir o cálice e receber a hóstia), todos de ouro - foi percebido em novembro passado. O mosteiro, a igreja e o Morro de São Bento são tombados pelo Iphan desde 1938.A imagem de madeira, uma alegoria da Esperança (uma mulher trajando vestes longas e segurando uma âncora), fazia par com uma imagem da Sé. Cada uma ficava sobre um púlpito, de acesso irrestrito a visitantes. As peças em ouro, datadas da década de 40, ficavam num armário trancado, na sacristia, ao qual tem acesso apenas o sacristão e ?um ou outro funcionário de serviços gerais?, segundo o diretor de patrimônio da igreja, dom Mauro Fragoso.?Cada monge tem um cálice e uma patena para o uso diário nas missas. Como os donos destes que foram levados têm idade bastante avançada, participam raramente das missas. Os objeto ficam guardados por longos períodos e, até por isso, não temos como precisar quando ocorreu o furto?, afirmou.Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que não foi comunicado do furto das peças e que tomou conhecimento do caso por meio de denúncia anônima. A Polícia Federal abriu inquérito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.