Peça mira excessos do amor materno

Montagem teve como inspiração O Manual da Mãe Judia, de Dan Greenburg

MARIA EUGÊNIA DE MENEZES, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2012 | 03h09

Ana Lucia Torre não é neófita quando se trata de tradições judaicas. Mesmo antes de protagonizar Como se Tornar uma Super Mãe em 10 Lições - peça inspirada no best-seller Manual da Mãe Judia, de Dan Greenburg - a atriz já acumulava boa dose de experiência no assunto.

Recentemente, na novela Caras e Bocas, Ana Lucia interpretou uma judia ortodoxa. Nos anos 90, também apareceu na pele de uma sobrevivente dos horrores da 2.ª Guerra Mundial, na peça Rose Rose. Os dois personagens lhe exigiram extensa pesquisa e familiaridade com rituais, festas e sinagogas. Mas, conforme ela mesmo conta, a mãe judia é apenas um retrato em cores fortes de qualquer mãe. "A minha nonna italiana não era muito diferente", lembra a atriz.

Dirigida por Alexandre Reinecke,responsável por sucessos cômicos como Toc Toc, a montagem Como se Tornar Uma Super Mãe... reúne uma série de situações bem conhecidas do público. "Não importa se você é mãe, filha, ou mesmo uma filha que também é mãe", comenta a intérprete.

Lá estão ilustradas as habituais recomendações de proteger-se do frio e comer mais do que o necessário. Mas também as chantagens emocionais que todo mundo já presenciou.

Durante os anos 1990, a peça mereceu uma encenação assinada por Wolf Maya, com Eva Todor e Daniel Dantas nos papéis principais. Na atual versão, o filho a padecer com o excesso de zelo materno é Danton Mello.

Diante de autoridades e figuras proeminentes, ele faz um discurso no qual agradece por um prêmio. Está no auge de sua carreira. Confiante. Orgulhoso de si mesmo. Tudo vai bem. Até que, subitamente, ele percebe a presença da mãe na plateia.

A cena - que poderia constar de um filme de Woody Allen - serve de pretexto para que esse filho volte à infância: um quadro no qual não faltam desavenças com a irmã, um pai apático (Ary França) e uma matriarca determinada a controlar tudo e todos. Sempre com a melhor das intenções.

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