Peça Aroma do Tempo é homenagem a Arthur Azevedo

Amores: a humanidade, a política, as mulheres e, acima de tudo, o teatro. Ele dá nome a rua e a teatro, mas o que poucos sabem é que Arthur Azevedo foi autor de mais de uma centena de peças. E para garantir o sustento próprio e de seus 12 filhos, também foi jornalista, contista e funcionário público. Empenhou-se ainda em defender grandes causas humanas e políticas, entre elas a abolição da escravatura e a proclamação da República. Para contar algumas dessas histórias, Erné Vaz Fregni escreveu Aroma do Tempo, que estréia para o público hoje no Teatro dos Arcos. A montagem mostra Arthur interpretado por dois atores em diversas fases de sua vida. As cenas de sua história privada se misturam às da história do País e são intercaladas por 24 músicas, 15 delas do próprio Arthur Azevedo. As outras composições têm letra de Erné e música de Dyonísio Moreno. Também estão na peça trechos das mais importantes obras do artista e alguns de seus famosos amigos e companheiros de trabalho, entre eles, seu irmão Aluísio de Azevedo, Olavo Bilac, José do Patrocínio e Raul Pompéia. O diretor José Renato, acompanhado do diretor musical e maestro Dyonísio Moreno, testou quase 200 atores cantores para escolher os 22 que encenam o espetáculo. Apesar de muito jovens, quase todos já têm experiência em musicais. Exceto a coreógrafa Dani Calichio. "Ela cantarolou uma música enquanto coreografava a turma, o Zé (diretor) gostou do que ouviu e a integrou ao elenco", conta Erné, feliz ao ver finalmente encenada a homenagem que está no papel desde 2000. Grande artista, grande homenagem. Teatro dos Arcos (160 lug.). Rua Jandaia, 218, Bela Vista, 3101-7802. Quando: 5ª a sáb., 21 horas; dom., 20 horas. Quanto: R$25. Até 11/6.

Agencia Estado,

10 de março de 2006 | 15h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.