PCC atrapalha gravação de série em presídios

Quem disse que é só a violência do Rio que atrapalha as gravações da TV? Em "Brasilândia", novo fruto da parceria da 02 Filmes com a Globo, que estréia em novembro, os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) frustraram as gravações em presídios locais.A atração, que traz a história de quatro garotas da periferia de São Paulo, que querem vencer no mundo da música com o grupo de rap Antônia, tem em seu primeiro episódio cenas que seriam gravadas em um presídio feminino. Seriam. Já com a autorização em mãos, a produtora teve de suspender as filmagens uma vez que os ataques na cidade ganharam força novamente em agosto, e nenhuma autoridade queria arriscar gravar em casa de detenção com um clima desses.A cena é a da libertação da personagem Barbarah (Leila Moreno), que ficou um tempo presa e sai da cadeia para recomeçar a vida. O jeito foi gravá-la em um "presídio cenográfico".Os ataques do PCC serão retratados em um dos cinco episódios de Brasilândia, que começou a ser gravado este mês e tem como base do filme Antônia, ainda inédito, de Tata Amaral.

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