Paulo Humberto exibe composições com papel japonês

O papel japonês é uma fonte inesgotável para o artista Paulo Humberto. Desde 1994 ele vem criando obras a partir desse material que, como brinca, tem certa personalidade: é resistente e, ao mesmo tempo, livre, o que lhe permite uma série de possibilidades. Desta vez, em suas atuais obras, Paulo Humberto criou composições feitas com faixas verticais e recortes do papel tingido em preto (com nanquim) e em branco (com ecoline). Por meio de um processo de sobreposição de camadas do papel, "simples e tradicional", o artista chega a um trabalho híbrido entre colagem e pintura (e por vezes, desenho) em que jogo entre transparências e tons (mais escuros ou mais claros) e construção formal são os pontos fortes.Ao todo são 26 obras que Paulo Humberto exibe na mostra Velados, que será aberta nesta quinta-feira na Valu Oria. No plano, emoldurado, ele faz "jogos de espaço" e de tonalidades - por ora, as faixas de papel estão na frente, por ora, atrás - numa maneira de "espacializar a pintura", como diz. Para o espectador cabe o exercício de olhar atentamente esse exercício de repetição do artista (repetição de material, de procedimento, de matizes) que nas paredes formam uma seqüência com ritmo (em que predomina o vertical). Paulo Humberto. Valu Oria Galeria de Arte. Al. Casa Branca, 1.130, 3083-0811. 2.ª a 6.ª, 10 h às 19 h; sáb., 11 h às 14 h. Até 8/7. Abertura hoje, 19h30

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