Paulo Gustavo leva 'Minha Mãe É Uma Peça' aos cinemas

Era tanta gente rindo nas pré-estreias de "Minha Mãe É Uma Peça", o filme, que todo mundo, produtores, distribuidores e exibidores, já passou a cobrar uma sequência. O astro responsável, Paulo Gustavo, já imagina o futuro - o ex-marido, que Herson Capri interpreta no filme de André Pellenz, quer voltar com a mulher e Dona Hermínia nem quer saber, satisfeita com a própria liberdade. É bem possível que "Minha Mãe É Uma Peça 2" venha a se concretizar, mas antes disso o 1, que estreia nesta sexta-feira, precisa arrebentar na bilheteria. Ninguém duvida muito de que o sucesso do palco e da televisão vá se repetir na tela. Paulo Gustavo, sem querer cuspir no prato em que comeu (e come), fica um tanto apreensivo. Há sete anos ele está em cartaz com a peça. Não vai conseguir se desvencilhar de Dona Hermínia tão cedo.

LUIZ CARLOS MERTEN, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 11h18

Mas ele a ama, claro. Dona Hermínia surgiu como uma brincadeira, quando ele imitava a própria mãe e os colegas morriam de rir. Ela virou peça e um dos personagens fixos do programa de TV "220 Volts", no canal Multishow. Paulo Gustavo agora a traz para o cinema, em companhia de André Pellenz, que também dirige o programa. Parece fácil - as pessoas que veem o filme, e morrem de rir, acham que já estava tudo pronto. "Ralamos pra burro", diz o diretor.

Não é fácil transpor um sucesso de uma mídia para outra. A mãe da peça - um monólogo de Paulo Gustavo - é outra na tela. "Mudamos tudo, a maquiagem, o gestual, até essa coisa de o ex-marido e os filhos aparecerem, o que não se dá nem na peça nem na TV. É outra coisa, realmente", reflete Paulo Gustavo. E ele dá crédito a quem merece. "No filme Divã, eu era ator contratado. Fiquei de bico calado. Fazia o cabeleireiro da personagem de Lília Cabral. Aqui, a personagem é minha, o filme é meu. Palpitei em tudo. O roteiro é do Fil Braz e meu. Mas o André sabe tudo de cinema. Essa coisa do ritmo, da edição, tudo o que se refere ao visual, ao cenário, André é fera."

Mamãe, a de verdade, aparece e rouba a cena. "O Paulo vivia me mostrando um vídeo que gravou com a mãe dele. Mas a gravação no celular era ruim. Felizmente, sua irmã recuperou o arquivo original, que tratamos para colocar na tela grande", explica o diretor. É o fecho glorioso do filme. "Essa coisa de incorporar o que parece making of já estava no Chico Xavier do Daniel Filho, quando ele aparecia no final. O Paulo achou que seria bacana, eu gostei, a Iafa (a produtora Iafa Britz, da Migdal Filmes) gostou. O melhor é que o público morreu de rir nas pré-estreias." Paulo Gustavo conta: "Mamãe já virou uma celebridade. Na rua, as pessoas a reconhecem. Outro dia ela apareceu cantando na TV e o Facebook explodiu."

Ele também não mede elogios para Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo, que fazem os filhos. "A filha, Marcelina, do filme é para cima, vaidosa, não é a gorda da qual as pessoas teriam pena", diz o diretor. Paulo explica: "Desde que vi o vídeo dela senti que a busca tinha acabado. Tínhamos a nossa Marcelina". O ator que faz o filho gay, Rodrigo Pandolfo, foi outro achado. "Ele não interpreta a bicha má. É carinhoso, cria uma relação com a plateia." Para Paulo Gustavo, que pratica um humor politicamente incorreto, o importante é não ser ofensivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MINHA MÃE É UMA PEÇA - O FILME

Direção: André Pellenz. Gênero: Comédia (Brasil/2012, 85 min.). Classificação: 12 anos

Tudo o que sabemos sobre:
cinemaMinha Mãe É Uma Peça

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.