Paulista Cultural/Divulgação
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Paulista Cultural quer avenida ocupada neste domingo, 28

Sete instituições participam do evento, que começa às 10h; ‘intercâmbio cultural’ é o lema

Thaís Ferraz, Especial para o Estado

27 de abril de 2019 | 15h35

Sete entidades se reúnem neste domingo para promover a segunda edição da Paulista Cultural, festival de arte e cultura que ocupa três quilômetros da principal avenida da cidade. Com dez horas de programação, o evento traz teatro, música, dança, artes visuais, gastronomia e exercício físico. A entrada é gratuita em todas as atividades.

Neste ano, participam do evento Casa das Rosas, Centro Cultural Fiesp, Instituto Moreira Salles, Itaú Cultural, Japan House São Paulo, MASP e Sesc Avenida Paulista. Cada instituição tem programação própria, mas a espinha dorsal do festival é o intercâmbio entre elas: a Japan House organizará uma exibição de animes no Centro Cultural Fiesp, que por sua vez promoverá uma oficina de instrumentos musicais na Casa das Rosas, que levará ao Sesc Avenida Paulista um cortejo de samba. E por aí vai.

“A ideia é atingir todos os públicos, de quem vende artesanato na Avenida a quem tem poder aquisitivo para jantar em um restaurante da região”, afirma o diretor geral do Sesc São Paulo, Danilo Miranda dos Santos. Para ele, é na ocupação do espaço urbano que está a grande bandeira do festival. “Tem a ver com o que acontece na Virada Cultural, com qualquer atividade artística na rua. O que todos nós queremos é que as pessoas usem a cidade sem medo.”

Diversidade cultural é palavra de ordem em toda a programação. Há espaço para anime, jazz, samba. No Sesc, desfila o bloco Afro Ilú Obá de Min, que performa cantos em yorubá e danças da cultura popular. No Itaú Cultural, a poesia concreta do Slam das Minas representa o eixo temático do MASP, responsável pela atividade: ‘Histórias das mulheres, histórias feministas’. 

A organização do evento estima que 40 mil pessoas ocuparam a Avenida na edição passada. A expectativa é de que o público seja ainda maior este ano, afirma Santos. Para ele, o evento ajuda a criar uma nova vocação para o espaço.  “A avenida já foi dos barões do café, dos donos de indústrias,. virou centro financeiro e comercial. Agora, a Paulista desperta como um grande centro cultural”, afirma.

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