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Paul McCartney acha que também teve telefone grampeado

Músico está em turnê nos EUA, e pretende conversar com a polícia quando retornar à Inglaterra

Jill Serjeant, REUTERS

04 de agosto de 2011 | 19h27

O músico Paul McCartney disse nesta quinta-feira que aparentemente também teve sua caixa postal telefônica grampeada no atual escândalo de espionagem cometida por jornais britânicos, e disse que vai levar suas preocupações à polícia quando encerrar sua atual turnê pelos EUA.

O ex-Beatle disse a jornalistas numa teleconferência que não está de posse de todos os dados, mas disse que os casos de espionagem jornalística contra milhares de pessoas na Grã-Bretanha são "uma horrenda invasão de privacidade".

"Quando eu voltar (à Grã-Bretanha) depois desta turnê vou conversar com a polícia, porque aparentemente fui grampeado", disse McCartney. "Não sei muito a respeito, porque eles (policiais) não dizem a ninguém exceto à própria pessoa (espionada). Então vou conversar com eles a respeito."

Na opinião de McCartney, as irregularidades -- que depois de virem à tona levaram ao fechamento do tabloide News of the World, e geraram críticas também contra a polícia e o governo -- "têm acontecido há muito tempo, e acho que mais gente do que sabemos tinha conhecimento".

No entanto, na conversa via satélite com jornalistas em Los Angeles, o músico, que está em Ohio, ressaltou que "deveríamos escutar quais são os fatos antes de eu comentar".

Nesta semana, a modelo Heather Mills, ex-esposa de McCartney, disse à BBC que um repórter de outro jornal britânico, o Daily Mirror, havia admitido ter grampeado a caixa postal telefônica dela. A revelação foi feita quando o repórter procurou Mills, em 2001, citando o detalhes de um recado que McCartney deixou para ela depois de uma briga. Ao admitir a obtenção irregular das informações, o repórter teria aceitado não usá-las.

A revelação cria constrangimento para Piers Morgan, que editou o Mirror entre 1995 e 2004, e hoje é apresentador da CNN. Morgan negou repetidamente que soubesse de qualquer espionagem telefônica.

Mills e McCartney, conhecido por resguardar sua vida privada, ficaram casados entre 2002 e 2008.

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