Patricia Bastos: voz cristalina e ritmos nortistas

REGIONAL

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

PATRICIA BASTOS

EU SOU CABOCA

Independente

Preço: R$ 24,90

O canto de Patricia Bastos, originário da tribo tucuju, é como um chamado cativante da natureza, da mais plácida paisagem. De voz cristalina, lapidada e envolvente, a cantora do Amapá lança seu quarto álbum, Eu Sou Caboca (independente, contemplado pelo Projeto Pixinguinha). Além de reinterpretar lindamente Natureza (Rosinha de Valença/Leci Brandão), ela escolheu a dedo canções novas de Zeca Baleiro, Rafael Altério, o mestre paraense Nilson Chaves (que participa do CD), Dante Ozzetti (um dos arranjadores), Celso Viáfora e outros do mesmo calibre. O gaúcho Vitor Ramil divide com ela os vocais em Pequeno Pescador (Vicente Barreto/Joãozinho Gomes). Patricia frisa que o CD é uma releitura de ritmos "do Brasil nortista", da beira do Rio Amazonas - como carimbó, marabaixo, batuque, retumbão, lundu - "rediscutidos como tons harmônicos universais". Ou seja, une o ancestral e o contemporâneo, sem folclorismos nem verniz modernoso. Merece ser (re)conhecida.

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OLHO DE BOTO

Artistas: Sebastião Tapajós e Nilson Chaves. Álbum: Amazônia Brasileira (1997). Gravadora: Outros Brasis

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