Patachou aposta na fluidez deste verão

A mudança de trilha sonora, passando da world music para o rock, anuncia uma coleção plural. Patachou, sob a batuta de Tereza Santos, começou com peças, vestidos, que faziam alusão à uma outra época, à uma mulher de um outro tipo de cidade (ou fora da cidade) até chegar nessa versão mais urbana e atual da mulher, em que as cores são predominantes e afirmativas.Uma coleção extremamente feminina, composta por tecidos leves, de caimentos "molinhos", sem muitos ajustes ao corpo. Pouquíssima estamparia. Um olhar sobre a mulher e suas formas que cultiva ao mesmo tempo sua feminilidade - essa possibilidade de usar vestidos, decotes (discretos), recortes, babados -, valorizando entretanto o conforto necessário para o dia-a-dia.Plural no sentido das combinações de recortes e nuances de cores (a grande parte branda, em tons leves - muito bege), porém, um desfile amarrado pela presença dos vestidos, da sobreposição de camadas dando volume, com o uso de materiais como voile de tule e georgette levemente estampado em padrões orgânicos. O tecido que vem com força é o tricô "tecnológico", presente tanto na série bege quanto nas coloridas (destaque para o vermelho, o tom preferido da cantora Maria Rita, uma das apreciadoras da coleção). Há também na Patachou o rosa e o verde, marcante em outras marcas. A filha de Elis Regina gostou muito dos chapéus, que compunham esse visual meio fora de uma metrópole.Na platéia, Luiza Brunet, mãe coruja de Yasmin, que se exibiu em versão morena. Brunet, mãe, tem gostado da edição da SPFW, mas curtido essa grande festa na posição de "consumidora", nada de intervenções a la Xuxa Meneguel. Luiza Brunet lança, amanhã, no louge da SPFW seu primeiro livro, Luiza Brunet ? Uma mulher brasileira (ed. Senac Rio).

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