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Zé Paulo Cardeal/Divulgação
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Passione ''Foi prazer do começo ao fim''

Silvio de Abreu festeja o sucesso de sua novela e revela os momentos tensos

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2011 | 00h00

Se a ordem era ficar 209 capítulos no ar, Silvio de Abreu não economizou história em Passione. "O tamanho da novela não é problema, desde que a história suporte. Passione ficou do tamanho que deveria ficar", garante ele nesta entrevista ao Estado. Missão cumprida quando escreveu a última cena, Silvio visitou a equipe da novela nos estúdios do Projac, em Jacarepaguá, na semana passada. A vida do autor é sem dúvida solitária, então ele diz que a visita final é sempre a sua predileta. "Quando o sucesso é grande como o de Passione, é uma festa."

Depois de pôr o ponto final na história, você esteve no estúdio, visitando as gravações. Como foi esse momento?

É sempre a minha predileta, o final do processo. A história está escrita, já se sabe o resultado e quando o sucesso é grande, como o de Passione, é uma festa. Fiquei no Rio durante três dias acompanhando as gravações e foi só prazer.

O último capítulo já foi gravado?

Sim, na semana passada. Fizemos sem alarde para não levantar a curiosidade da equipe, nem aguçar a imprensa. Foi tudo tranquilo. Mandei as cenas separadas e com numeração em código. Acho que foi um método eficiente, até agora estamos mantendo o segredo.

Você se preocupa em não fazer dos personagens "do bem" pessoas tolas. Nesse sentido, você acha que a dona Bete e o Totó riram por último?

Sem dúvida. Eles estavam muito à frente dos seus vilões. Aliás, já tinham dado provas disso durante a novela quando enganaram o Fred na venda das ações do Totó, quando descobriram que Otabol era um anagrama de Lobato e esperaram a hora certa de darem o bote. É muito bom passar a ideia de que para ser bom não é necessário ser bobo e que se alguém do bem, como Totó, estende a mão para alguém do mal, como Clara, quem sai perdendo com a recusa é ela e não ele.

Sempre me chama a atenção quanto você se diverte quando tem novela no ar. Qual foi o momento mais tenso que passou em Passione?

Foi quando Cleyde Yáconis se acidentou e teve que ser operada. Tinha toda a trajetória da personagem preparada e o público amava a Brígida. Ela quis voltar antes do que era aconselhável pelos médicos e piorou, Isso nos deixou muito inseguros, porque não sabíamos se a sua volta seria possível ou não. Foram dois meses muito tensos, com muitas cenas reescritas, um mau aproveitamento dos personagens de Leonardo Villar, Emiliano Queiroz, Elias Gleiser e Aracy Balabanian. Mas a Cleyde é uma guerreira, e voltou com toda a força e eu pude contar a história dela do jeito que havia planejado.

Em geral e no fim das contas, a novela saiu do jeito que você imaginava?

Exatamente. Só não quero dizer que até melhor porque já sabia do talento dos diretores e do elenco. A Globo confiou plenamente no projeto e nos possibilitou fazer tudo o que deveria ser feito. Não poderia ter sido um trabalho mais bem-sucedido. Foi um enorme prazer do primeiro ao último capítulo.

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