Passagem de Som

REVIVAL

Lúcio Ribeiro, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2010 | 00h00

E O MUNDO REDESCOBRE "CREEP"

Uma das principais músicas da história do rock indie, a famosa Creep, a canção que revelou a banda britânica Radiohead ao mundo, continua se fazendo importante mesmo quase 20 anos depois de composta.

Feita por Thom Yorke em 1992, enquanto o rock americano tomava a cultura pop de assalto, Creep logo ficou mundialmente conhecida pela letra lamuriosa do sujeito que se dizia um lixo humano e pelo famoso dois tempos da música, intercalando lirismo e barulho.

Pois em pleno 2010 Creep reaparece de duas formas diferentes. Uma como trilha sonora do trailer do aguardado filme The Social Network, de David Fincher (Clube da Luta), que conta a história do Facebook e estréia nos EUA em outubro. No vídeo aquecimento" para o filme, Creep é cantada por um coro de crianças, o que deixa algo bizarro o refrão I''m a Creep, I''m a Weirdo, nada pueril.

Creep ressurge ainda no disco solo da cantora Amanda Palmer, mais conhecida por ser a metade da dupla americana Dresden Dolls. Palmer acaba de lançar um disco só de covers do Radiohead. Todo tocado com seu ukelele, uma espécie de cavaquinho. Palmer e seu ukelele interpretam Creep em shows desde 2008 pelo menos. O Youtube é cheio de vídeos dela fazendo Radiohead, seja em shows, em programas de rádio, ou em lugares como um táxi (!).

BEAVIS & CREEP

MOMENTO HISTÓRICO

É histórica uma passagem de Creep no programa dos anos 90 Beavis & Butt-Head. Retrato da "geração loser", o desenho mostrava os dois adolescentes vivendo situações decrépitas e em outro momento analisando a música pop na TV. Quando chegou a vez de Creep, eles até que não a destruíram. Concluíram que a parte calminha da canção era chata, mas que melhorava muito quando as guitarras distorcidas apareciam no refrão barulhento. "Por que eles não tocam só a parte bacana da música nela toda?", perguntou o Beavis.

EROL ALKAN

VALE A REVERÊNCIA

Entre os nomes que o ecofestival de Itu, o SWU, já anunciou reluz o do DJ e produtor inglês Erol Alkan, também conhecido como o cara que salvou o... indie rock. Não é isso, mas é mais ou menos isso. No começo dos anos 00, Alkan captou a vibração roqueira em Londres e a trouxe aos poucos para a festinha "esquisita" Trash, que comandava às segundas em pleno reino da eletrônica britânica: o clube The End. Alkan primeiro importou o electroclash nova-iorquino, fez dos bootlegs uma febre e transformou o indie em algo cool novamente.

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