Passagem de Som

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Lúcio Ribeiro, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2010 | 00h00

A RAINHA E SEU FILHO DINOSSAURO

Haja tampão. Duas verdadeiras entidades roqueiras se preparam para despejar toneladas de decibéis nos ouvidos brasileiros, a partir de setembro. Uma total anos 90 e outra bem anos 00. As bandas americanas Dinosaur Jr. e Queens of the Stone Age, dois importantes exemplos do rock de guitarras moderno, embora seus pitorescos nomes remetam a um passado bem distante, estão preparando as malas para engrossar o caldo sonoro do super segundo semestre de shows no país, a Passagem de Som apurou.

Ainda não confirmados por vias oficiais, essa seria a primeira vez que os grupos se apresentariam no Brasil. Mais ou menos.

O veterano Dinosaur Jr, esse sim, estaria vindo para estrear de verdade em palcos brasileiros. O músico J.Mascis, de vasta cabeleira branca e um dos heróis da explosiva cena alternativa americana da virada dos 80 para os 90, mostraria sua famosa parede de guitarras de sons distorcidos em dois shows em setembro, um em São Paulo e outro numa cidade "fora do eixo", com datas a serem definidas.

Já o californiano Queens of the Stone Age, liderado pelo onipresente Josh Homme (foto) e com escalação praticamente certa para um grande festival de novembro, viria pela primeira vez a São Paulo, mas faria ainda no Rio de Janeiro um show extra que de alguma forma lembraria uma conturbada e rápida aparição da banda na cidade em janeiro de 2001.

Naquela vez, na última edição brasileira do Rock in Rio, o Queens of the Stone Age, coitado, foi escalado no dia do metal, tocando para cerca de 200 mil batedores-de-cabeça ávidos para ver Sepultura e Iron Maiden, as grandes atrações da data.

Entre vaias e posturas nem aí do público, o show do QOTSA só não passou mais batido porque o baixista da banda à época, Nick Oliveri, achou de se apresentar pelado e terminou preso. Na polícia, Oliveri falou que sua atitude no palco foi inspirada nas mulatas do famoso carnaval carioca.

FOME DE BOLA

FUTEBOL E NIRVANA

O jornal Seattle Weekly publicou um texto de Krist Novoselic, ex-baixista do Nirvana. Novoselic lembrou de um show que o Nirvana fez em 1992 na Dinamarca no mesmo dia em que a seleção local iria jogar uma final de torneio europeu contra a Alemanha. Os dinamarqueses queriam mais saber do jogo que dos shows. E o Nirvana teve sua apresentação "suspensa" até a partida acabar. Novoselic, Kurt e Dave Grohl ficaram tomando cerveja, torcendo para os escandinavos vencerem e o público assistir feliz ao show do Nirvana.

ROCK DELIVERY

MAIS QUE MÚSICA

O Brasil entra na tendência já familiar a americanos e britânicos de festivais de música jovem que não se limitam a ser só alguns palcos e um monte de banda sobre eles, uma atrás da outra. Entre os dias 23/8 e 6/9 São Paulo vai promover a Balada Week, que reúne 100 endereços (de bares a clubes) em que um ingresso comprado dá direito a uma pulseira que serve de entrada facilitada e gratuita para dançar ou ver shows em qualquer dos locais da rede de baladas. Parece festivais lá de fora, que criam uma cadeia de bares e clubes e enche de bandas boas.

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