Parte 1 da saga final de Harry Potter chega aos cinemas

Havia uma estranha calma no desfecho da aventura anterior de Harry Potter, a sexta adaptada dos livros de J.K. Rowling, "O Enigma do Príncipe". Consciente de que é o escolhido, Harry anuncia que tem de levar adiante a tarefa de Dumbledore, que colecionava as memórias de Valdemort em busca de uma, em especial, para compreender melhor como ele conseguiu se preservar à destruição da morte. E Harry dizia, lembram-se?, que nunca se havia dado conta de como o mundo que se descortina de Hogwarts era bonito. Sua luta, ele crê, era solitária, mas Hermione lhe dizia que era um tolo, pois Ron e ela estariam sempre a seu lado.

AE, Agência Estado

18 de novembro de 2010 | 11h03

Era um final sereno, o mundo visto do alto. A calma que precede a tempestade. O sétimo filme da série, que, a partir das 23h55 de hoje, chega às telas de todo o Brasil - serão 700 cópias, o que ameaça o reinado de "Tropa de Elite 2"-, é o primeiro da série de dois em que foi dividido o último livro sobre o bruxinho. "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Primeira Parte" entra agora, a segunda fica para meados (julho) do ano que vem.

Se o anterior terminava calmo, o atual começa em clima de guerra, com as forças de Valdemort lançando seu ataque contra Harry. O herói está sendo levado para um lugar seguro e todos se metamorfoseiam nele. Há uma multidão de Harrys em cena. E há uma carnificina, meio elenco morre nos minutos iniciais de "As Relíquias da Morte", só que o espectador não vê essas mortes.

Elas - e outras, ao longo do filme - são referidas somente nos diálogos. É o filme mais sombrio da série. Sob o efeito de sortilégios, o trio ameaça dividir-se, corroído por ciúmes e desconfianças. Mas a amizade prevalece. "Harry Potter e as Relíquias da Morte" termina bem - e triste - com um funeral, seguido da investida final de Valdemort, que se apossa de uma relíquia enterrada com Dumbledore e abre a caçada da segunda parte, a final de toda a saga.

Em Cannes, no ano passado, Imelda Staunton comentou seu trabalho com autores de prestígio, como Ang Lee e Mike Leigh ("O Segredo de Vera Drake"). Nenhum dos dois lhe mereceu a definição de gênio. Esta, Imelda reservou para David Yates. Com ele, Harry Potter ganhou em densidade, sem perder em aventura nem magia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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