José Patrício/AE
José Patrício/AE

Parque vira palco para a guerra dos tronos

Batalhas de Game of Thrones são reproduzidas por entusiastas medievais, com respaldo de historiadores

Gabriel Perline, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2013 | 02h11

SÃO PAULO - Tal qual na TV, a batalha pelo trono de ferro ocorreu em São Paulo. Sem sangue ou partes do corpo decepadas, mas com diversos corações partidos, a guerra se deu em ambiente virtual. Em menos de duas horas esgotaram todos os ingressos para a exposição Game of Thrones: The Exhibition, que começa nesta quinta-feira, 25, e vai até o dia 30 no Shopping JK Iguatemi.

A mostra conta com cerca de 70 peças originais utilizadas pelas casas mais famosas de Game of Thrones: Stark, Lannister, Targaryen, Baratheon e Grey-joy, além das capas negras da Patrulha da Noite, que carregam xampu ressecado para reproduzir o gelo da muralha. Uma réplica do icônico trono de ferro, hoje ocupado por Joffrey Baratheon (Jack Gleeson), carimbou o passaporte e está entre os itens. Quem garantiu o ingresso poderá se sentar nele e se sentir, ainda que por alguns segundos, o rei do fictício mundo de Westeros. Os dragões de Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), que ganham vida através de computação gráfica, também estão expostos.

Embora não haja novas chances para visitar a mostra, fãs da série podem assistir de perto outras batalhas na cidade. A Ordo Draconis Belli (nome em latim para Ordem dos Dragões de Guerra), grupo de entusiastas da era medieval, promove combates com espadas, machados, escudos e até armaduras aos sábados no Parque da Juventude. E não se trata de uma mera encenação. Com o respaldo de dois historiadores, especialistas em Idade Média, eles buscam registros em livros para reproduzir os campos de batalha do passado. "A falta de recursos nos impede de ser 100% fiel à época, mas tentamos nos aproximar ao máximo. Fazemos nossas roupas e equipamentos, mas também importamos alguns itens. Já pagamos R$ 500 em uma espada que trouxemos dos Estados Unidos", diz Thiago Marcondes, professor de História, que além de criar o armamento do grupo também encomenda peças do Canadá, da Alemanha e França.

E para participar da brincadeira é necessário passar por um duro processo de seleção. "São três meses de experiência. A pessoa assiste aos treinos e, aos poucos, entra nas cenas de combate e eventos. É fundamental entender do assunto", afirma a designer Marina Baldovino.

Mas se preferir dançar em vez de lutar, o Draumur reproduz os passos das festas da época, também no Parque da Juventude, aos domingos, com direito a figurinos inspirados nos povos da Idade Média. "Todos somos fãs de J.R.R. Tolkien. Buscamos referências em livros que descrevem como eram as coreografias. Temos o cuidado de não usar o gingado brasileiro para não descaracterizar a dança", diz a musicista Raíza Klippel, uma das fundadoras.

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