Parlapatões estreiam peça com personagens de Angeli

Criar um espetáculo que tivesse a "cara de São Paulo": foi esse o convite que Hugo Possolo recebeu da organização do Festival de Curitiba e do Itaú Cultural. Mas o que, afinal, poderia representar a cidade tão multifacetada? "Depois de quebrar a cabeça um pouco percebi que só poderia ser o Angeli", diz o diretor. "Essa conexão com a realidade que ele nos oferece diariamente pelo jornal com suas obras."

AE, Agência Estado

28 de março de 2013 | 10h05

Em "Parlapatões Revistam Angeli" - que tinha sua estreia nacional programada para esta quarta-feira na capital paranaense e depois segue para São Paulo -, Possolo alinhava a união entre sua companhia de comediantes, as criações do cartunista e a música de Branco Mello. Para a montagem, o titã criou uma trilha que inclui três canções originais. Todas em ritmo de rock pesado, tentativa de sublinhar o espírito de contestação que permeia as tiras de Angeli.

"Não dava para fazer um musical clássico, com a gente cantando e dançando, tinha de ter a atitude do rock?n?roll", pontua o encenador, que assina as letras das músicas e também está presente em cena, ao lado de Raul Barreto, Paula Cohen, Rodrigo Mangal e Hélio Pottes.

Ainda que Angeli tenha aceitado rapidamente participar do projeto, os Parlapatões precisaram correr contra o relógio para levantar a criação em menos de dois meses. "A direção do Festival nos disse que poderia ser só uma leitura. Mas fui visitar o ateliê do Angeli, ele me mostrou os originais. Me apaixonei de tal maneira que não teve jeito", revela Possolo, após um ensaio em que tentava ajustar incontáveis "últimos detalhes" antes da estreia.

No lugar de uma simples leitura, o grupo de palhaços paulistanos concebeu uma encenação com cadência acelerada e dezenas de trocas de luz e figurinos. Uma sucessão de quadros curtos por onde desfilam os personagens do cartunista da Folha de S.Paulo. "Lembra o que fizemos em PPP@WllShkspr.br, só que na época tivemos muito tempo de ensaio até chegar naquele resultado", considera o diretor.

Outra referência estética é o teatro de revista. O gênero tradicional da dramaturgia brasileira é composto por esquetes cômicos musicais. Também se caracteriza pelos comentários satíricos que faz a episódios políticos e sociais da época. E como não poderia deixar de ser, Possolo convoca à cena algumas das figuras mais emblemáticas do artista, entre elas, Rê Bordosa, Bob Cuspe e Os Escrotinhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

PARLAPATÕES REVISTAM ANGELI

Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Alvares Cabral, s/nº). Tel. (011) 3629-1075. Dias 12 e 13/4, 21 h. R$ 20.

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