Parlapatões espalham humor pelas ruas de SP

O Grupo Parlapatões Patifes e Paspalhões deu início ontem a uma mostra gratuita, sempre ao ar livre, com três de seus espetáculos - U Fabuliô, Nada de Novo e Mix Parlapatões. Ao todo, serão 11 apresentações, em diversos locais (clique para conferir a programação), até o dia 17. Atualmente em temporada no Teatro Ruth Escobar com o hilário espetáculo As Nuvens e/ou um Deus Chamado Dinheiro, a trupe nasceu na rua. Foi na Praça da República que seus atores arriscaram pela primeira vez apresentar um número "cômico-circense". O humor do palhaço de circo é matriz não só técnica, mas sobretudo afetiva da companhia, cuja linguagem vem sendo apurada em 11 anos de experiência. Com tal história, apresentar-se em parques e praças representa para a trupe um reencontro com suas origens e seu público, nem sempre possível. A mostra ocorre graças ao apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro.Criado em 1992, Nada de Novo "é o espetáculo mais antigo e mais mutante do grupo", afirma Hugo Possolo. Por exemplo, no auge da "moda" de reality shows, a trupe criou um quadro ironizando tais programas. Já não existe mais. Mas há coisas que não mudam, como o prólogo que mistura Jean Cocteau, Karl Valentim, Shakespeare e termina com Groucho Marx. Se voltar à rua é prática comum na trajetória do grupo, nos últimos tempos isso não tem ocorrido em São Paulo. "Temos feito isso em festivais. O bom de voltar à rua é atingir um público espontâneo. Mas, com o tempo, isso foi ficando mais difícil, porque a companhia já tem seu público cativo, que a acompanha também na rua, misturando-se à platéia espontânea", diz Hugo.U Fabuliô é um desses espetáculos criados para ser apresentado ao ar livre, mas só visto até agora, em São Paulo, em teatros fechados. Mix Parlapatões, como o nome sugere, mistura diferentes números da trupe, alguns ligados à milenar tradição circense, como o resgate de um quadro do palhaço Piolim. Vale ressaltar que a trupe escolheu lugares - e horários - de grande circulação de pessoas. "Nosso plano inicial era só apresentar no centrão. Não adianta levar espetáculo de rua para a periferia se o local não for de grande concentração de gente. Em Santo Amaro, por exemplo, vamos apresentar numa praça bastante movimentada." O mesmo vale para a apresentação de encerramento - o Teatro Municipal é só a referência. O espetáculo será apresentado nas escadarias do prédio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.