Parlamentares chamam de 'circo' inquérito sobre morte de Diana

Parlamentares britânicos pediram nestaquinta-feira ao juiz responsável pelo inquérito sobre a morteda princesa Diana e seu namorado Dodi Al Fayed que acabe comesse "circo". Eles se manifestaram após cerca de dez agentes do serviçosecreto britânico terem sido intimados a depor na semana quevem diante do juiz Scott Baker, responsável pelo inquérito quejá custou 6 milhões de libras. "Acho que é um total desperdício de tempo e dinheiro",disse o ex-ministro trabalhista George Foulkes, membro dacomissão parlamentar que supervisiona as agências deinteligência. Diana e Al Fayed morreram numa colisão de carro em 1997,quando eram perseguidos por fotógrafos em Paris. O milionárioMohamed Al Fayed, pai de Dodi, acusa o príncipe Philip, maridoda rainha Elizabeth 2a e ex-sogro de Diana, de ter ordenado queo serviço secreto matasse o casal. Al Fayed diz ainda que Diana estava grávida e que, paraacobertar isso, a família real mandou embalsamar o corpo dela. O empresário de origem árabe depôs na segunda-feira,lançando acusações generalizadas contra o ex-premiê britânico,Tony Blair, contra Sarah, irmã de Diana, contra osembalsamadores franceses que trabalharam no corpo de Diana eaté contra motoristas de ambulância. "A extraordinária performance de Al Fayed transformou tudoem um circo. Acho que o juiz deveria agora considerarseriamente parar a investigação", disse Foulkes ao jornal TheTimes. O parlamentar trabalhista Dari Taylor disse ao mesmo jornalque "isso está indo longe demais." "Entendemos a dor do sr. Al Fayed. Mas o fato é que ele temde aceitar em algum momento que não havia ninguém envolvido namorte do seu filho e da princesa Diana. Foi um acidente." O ex-chanceler trabalhista Denis MacShane disse: "Isso nãosó é uma farsa, é um abuso desprezível da lei britânica e umescandaloso desperdício de dinheiro público." Richard Dearlove, ex-espião-chefe do país, depôs naquarta-feira e qualificou as acusações de Al Fayed como"flagrantemente ridículas." Os agentes secretos que vão depor na próxima semana nãoterão suas identidades reveladas. As audiências ocorrerão aportas fechadas, mas terão o áudio transmitido para uma salaanexa.

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