O improvável aconteceu: próximo ao final das audições para 'Elis - A Musical', surgiu uma grande atriz com o talento vocal necessário para o papel. A resposta para o moto-contínuo "Quem vai ser a Elis?" estava ali, concentrada, interpretando os primeiros versos de 'Fascinação'. A busca havia acabado. E foi por um triz. Fora a altura e o sorriso avante, Laila Garin é diferente de Elis em tudo - por consequência, imaginava-se sem chance alguma de participar do musical. Com isso, quase descarta o teste. Quase. Segundo Nelson Motta, a anti-lei de Murphy funcionou muitas vezes durante a produção e tudo que poderia dar certo, acabou dando. A preocupação de não encontrar alguém para viver o papel central da trama chegou a bater na porta, mas não entrou. Habemus Elis.

29 de março de 2014 | 02h10

De fato, Laila dá vida à ela. A música da fala, o canto de melodias complexas parecendo fácil, a gestalt, o jeito de ser; sua atuação traz mágica para o musical. Em cenas como as de Cesar Mariano/Claudio Lins e Tom Jobim/Leo Diniz gravando em Los Angeles ou Ronaldo Bôscoli/Tuca Andrada fugindo de ambulância no Rio, parecemos testemunhar uma história que está acontecendo de verdade, ao vivo no palco. / JOÃO MARCELLO BÔSCOLI

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