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Parceria abre museu virtual interativo

O Itaú Cultural e a associação da família da artista firmaram parceria para realizar o projeto

CAMILA MOLINA - O Estado de S.Paulo,

22 de agosto de 2012 | 03h10

Lygia Clark: Uma Retrospectiva vem sendo preparada há cerca de um ano por meio de parceria entre o Itaú Cultural e a Associação Cultural "O Mundo de Lygia Clark". A seguir, trechos da entrevista com Alessandra Clark, de 36 anos, neta da artista.

Uma série de projetos não executados de Lygia estão em seus diários e escritos, em posse da família. Como é o projeto de digitalização da obra da artista?

Estamos digitalizando tudo, num projeto com a UFMG e Secretaria de Cultura do Estado de Minas. A digitalização é feita desde o início da associação, há dez anos. Em 2005, conseguimos uma parte de patrocínio com a Oi Futuro, mas o projeto ficou parado de 2006 até o ano passado. Nós o retomamos com a nova parceria. É uma verba de R$ 470 mil. Vamos redigitalizar grande parte do material e estamos aperfeiçoando a tecnologia do banco de pesquisa. Por enquanto, o acervo pode ser consultado, gratuitamente, por intranet na associação, mas acreditamos que daqui a um ano a pesquisa possa ser feita online. A segunda parte do projeto é ter um Museu Virtual com os projetos arquitetônicos da Lygia, para as pessoas poderem mexer, assim como nos Bichos em 3D e Objetos Sensoriais. Estamos fazendo isso com a equipe do Itaú Cultural. O acesso depois da mostra vai se estender no site da associação e do Itaú. Criamos também um livro para iPad.

Quem tem direito de produzir réplicas de trabalhos de Lygia Clark?

O direito de fazer as réplicas é dos detentores dos direitos autorais. Essa é a fonte de receita para nossos projetos.

Quanto é arrecadado em direitos autorais?

Uma arrecadação média de R$ 70 mil por ano.

Na 29ª Bienal de São Paulo, em 2010, uma questão de direito autoral levou à não participação de Lygia Clark na mostra. Foi um fato polêmico. De maneira geral, como a família da artista lida com essas questões?

No caso específico da Bienal, eles não queriam usar só a réplica, mas obra da Lygia como publicidade da mostra, o que foi acrescendo o valor por causa da demanda. A questão é que a família cedeu os direitos autorais da Lygia para a associação. Não temos fonte de receita de governo e de instituições.

A associação está participando da preparação da mostra de Lygia Clark no MoMA em 2014?

Sim, o MoMA foi atrás da associação, pediu que indicássemos curadores. Na verdade, pedimos que fosse uma parceria de Luis Pérez-Oramas, que é do MoMA, junto com a curadora Connie Butler, que também é do museu e mulher. Queríamos uma alma feminina.

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