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'Paraísos Artificiais' aborda o universo das raves e da música eletrônica

Filme, que estreiou no fim de semana, recebeu quatro prêmios no recente festival Cine PE

LUIZ CARLOS MERTEN - O Estado de S.Paulo,

07 de maio de 2012 | 03h08

Vencedor de quatro prêmios no recente Cine PE - melhor atriz coadjuvante, Divana Brandão; fotografia, Lula Carvalho; e edição de som e montagem -, Paraísos Artificiais estreou na sexta. O longa de Marcos Prado marca o início das atividades da distribuidora Nossa, formada por diretores brasileiros para colocar nas telas exclusivamente a produção nacional. Paraísos aborda o universo das raves e da música eletrônica, uma novidade no cinema do País, mas a estética do filme já havia sido esboçada por Kathryn Bigelow em Estranhos Prazeres, de 1995 - que Marcos Prado não viu.

O "novo" de Paraísos Artificiais tem 17 anos, mais que a censura do filme - 16 anos -, que obteve pelas cenas de drogas e de sexo. Sob os efeitos da primeira, os protagonistas entregam-se a jogos de homoerotismo, plasticamente filmados, meio sessão pornô do Multishow, mas não se pode dizer que os personagens sejam gays ou lésbicas. No Recife, Prado, que é pai, disse que fez Paraísos para entender (e dialogar com) seu filho. Não por acaso, ele faz um papel - e de pai.

O elenco destacou como foi importante o trabalho de preparação de Fátima Toledo. "A Fátima não prepara a gente para a cena. Ela nos transforma na personagem, tanto que eu sofri muito para sair da pele dessa mãe", resumiu Divana Brandão, que havia sido a fada de A Dança dos Bonecos, de Helvécio Ratton.

Luca Bianchi, que faz o protagonista masculino, está saindo da cadeia, no começo. Ele é muito diferente, ao vivo, do que parece na tela. Bianchi começou no Jiu-jitsu. A representação veio depois. Na tela, seu personagem sente-se responsável pela morte do pai - e Bianchi perdeu o pai, de verdade, durante a rodagem. "Foi um duplo amadurecimento, muito difícil", ele avalia. Uma das mais belas cenas, perto do fim, é a da troca de olhares entre Nathália Dill, que faz a DJ Érika, e ele. "Filmamos logo no início e, apesar da preparação, não foi fácil. Se a filmagem fosse cronológica, o esforço não teria sido tão intenso, mas ainda bem que você gostou", diz Nathália.

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