Para muitos, foi um show inédito

Não é todo Natal que aparece um bom motivo para se largar as sobras de peru e rabanada e partir para a rua. Este ano, a professora mineira Márcia Kruze, de 46 anos, não pensou muito. Descansando com a família numa praia no litoral do Rio, ela pegou a estrada para assistir a um show inédito em sua vida. "Moro em Passos, a quase 400 quilômetros de Belo Horizonte, perto do nada. Nunca tive dinheiro para comprar ingresso pra ver o Roberto, então como eu poderia faltar?", perguntava, pouco antes das 21h45, início da apresentação, já dando a resposta. "Deixei o meu marido lá atrás e vim quase me arrastando para chegar aqui na frente. Ainda não sei se consigo uma rosa..."

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

Não conseguiu. Ivanda Lucia Esteves, de 56 anos, empresária, com muitos shows de Roberto na lembrança, também não. Mas, colada na grade, pertinho da passarela que saía do Copacabana Palace e levava ao palco, ela queria ver por alguns segundos o Rei passar por ali. "Está vendo aquele pedacinho? Ele vai andar ali e eu vou ver de perto", jurava. "Esse especial, para mim, é uma renovação de vida. Todo ano tenho o meu ritual: sento diante da TV para ver. Canto e não atendo telefone."

Ao fim do show, o clima era de satisfação geral, pontuado por comentários sobre o abatimento do cantor. Para os moradores de Copacabana, que reclamaram do bloqueio ao tráfego de carros em várias vias, veio o alívio de poder transitar por seu bairro. Ontem, o palco de Roberto Carlos já estava sendo adaptado para o novo rei que vai chegar, saudando 2011, à 0h15 do dia 1º, depois da tradicional queima de fogos da praia: Zeca Pagodinho.

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