Para lembrar o pequeno mestre Scott

O Sequestro do Metrô 123

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2013 | 02h10

22H45 NA GLOBO

(The Taking of Pelham 123). EUA, 2009. Direção de Tony Scott, com

Denzel Washington, John Travolta, John Turturro, Luis Guzman, Michael Rispoli, James Gandolfini.

Apesar de grandes sucessos em sua carreira, Tony Scott sempre viveu, em termos de prestígio, à sombra do irmão Ridley. Ele era o protótipo do diretor de estética publicitária. Foi preciso Tony morrer - suicidou-se - no ano passado para que os obituários dos críticos, até em revistas como Cahiers du Cinéma, finalmente o reconhecessem como pequeno mestre. O cartaz de hoje da Globo é o remake de um filme de Joseph Sargent nos anos 1970 (com Robert Shaw e Walter Matthau). John Travolta faz o criminoso brutal que invade o metrô de Nova York. Denzel Washington, parceiro do diretor em vários filmes, é o condutor do trem que vai resolver a parada. Reprise, colorido, 106 min.

Os Cadernos Secretos

de Nuremberg

0 H NA CULTURA

(The Secret Nuremberg Notebooks). França, 2006. Direção de

Jean-Charles Deniau.

O julgamento de Nuremberg, que levou ao tribunal os criminosos nazistas, originou uma famosa ficção de Stanley Kramer em 1962, estrelada por Spencer Tracy e Burt Lancaster (mas foi Maximilian Schell quem ganhou o Oscar). Esta versão documentária se constrói com base no diário de Leon Goldenshon. Foi o psiquiatra norte-americano que avaliou os acusados, considerando-os aptos para ser julgados. Reprise, colorido e preto e branco, 58 min.

A Dona da História

2H55 NA GLOBO

Brasil, 2004. Direção de Daniel Filho, com Marieta Severo, Débora Falabella, Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro, Giulia Gam, Daniel de Oliveira.

A peça de João Falcão foi um grande sucesso e ganhou esta versão para cinema tratada com desdém pelos críticos. Nos anos 1960, a jovem Débora Falabella sonha com uma vida de cinema. Décadas mais tarde, e transformada na dona de casa Marieta Severo, ela se defronta com o fato de que nem tudo saiu como queria. Mas sua vida nem de longe pode ser considerada um fracasso. Nem o filme - o elenco é ótimo, especialmente as atrizes. Reprise, colorido, 84 min.

TV Paga

Paixão dos Fortes

14 H NO TCM

(My Darling Clementine). EUA, 1946. Direção de John Ford, com Henry

Fonda, linda Darnell, Victor Mature, Walter Brennan, Cathy Downs,

Tim Holt, Ward Bond, John Ireland.

O cinema contou várias vezes a história do tiroteio no OK Corral, quando o xerife Wyatt Earp e seu amigo Doc Holiday enfrentaram os integrantes da família Clanton. A versão oficial, celebrada por Ford - e que ele afirmava ter ouvido do próprio Earp, que terminou a vida como consultor de westerns em Hollywood -, apresentava o xerife e seu parceiro bêbado como heróis. Somente em 1960, um artigo revisionista publicado pela revista Life, investiu contra a lenda e mostrou que os Clanton foram vítimas das trapaças de Earp e de seu irmão, que queriam se apossar das terras da família e os perseguiram como assaltantes. Isso poderia destruir a reputação do clássico de Ford, mas o filme permanece uma obra-prima como reconstituição da vida na fronteira do Oeste, em Tombstone. Em 1994, foi encontrado o original de 106 min, mas apresenta poucas diferenças em relação à versão que passa na TV. Reprise, preto e branco, 97 min.

Os Guerreiros Pilantras

15H40 NO TCM

(Kelly's Heroes). EUA, 1970. Direção de Brian G. Hutton, com Clint

Eastwood, Telly Savalas, Ron

Rickles, Donald Sutherland.

Em 1968 e 70, o diretor Hutton fez dois grandes filmes de ação e aventuras estrelados por Clint Eastwood - O Desafio das Águias e o cartaz de hoje da TV paga. A história do pelotão norte-americano que busca tesouro por trás das linhas inimigas, durante a 2.ª Guerra, proporciona ótima diversão. Mas os críticos implicam - acham os soldados muito hippies, o que não era o caso na época. O curioso é que aceitam bem a guerra de Robert Altman em M.A.S.H., que foi feito em seguida (e no qual Donald Sutherland parece repetir o personagem daqui). Reprise, colorido, 145 min.

O Concerto

16H10 NO TELECINE CULT

(Le Concert). França, 2009. Direção

de Radu Mihaileanu, com François Berléand, Miou-Miou, Mélanie Laurent.

Maestro cassado pelo comunismo tem a chance de voltar a se apresentar em Paris com orquestra que improvisa com outros dissidentes. A solista é sua filha, e se parece muito com a mulher que ele amou (e abandonou). A cena do concerto final, com a bela Mélanie Laurent, é extraordinária. Outro belo filme do romeno Mihailenu, a quem se deve O Trem da Vida. Reprise, colorido, 119 min.

Barravento

1H35 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1962. Direção de Glauber Rocha, com Antônio Sampaio, Luiza Maranhão, Lucy de Carvalho, Aldo Teixeira.

O longa de estreia de Glauber trata de misticismo numa aldeia de pescadores no litoral baiano, mostrando Antônio Sampaio, depois Pitanga, em choque com a tradição. Belas imagens, mas o relato é um tanto caótico. Luiza Maranhão era chamada de Sophia Loren negra. Você vai entender por quê. É deslumbrante. Reprise, preto e branco, 80 min.

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