Para Cuba, filme de Michael Moore mostra humanismo do país

Documentário SiCKO, alvo de polêmica nos EUA, analisa sistema de saúde da ilha

Agencia Estado

07 de junho de 2018 | 09h49

O governo cubano disse nesta sexta-feira, 15, que o documentário SiCKO, de Michael Moore, sob crítica nos Estados Unidos por ter levado pacientes americanos para receber tratamento na ilha comunista, ajudará as pessoas a entenderem melhor os "princípios humanos" de seu sistema gratuito de saúde.O Departamento do Tesouro norte-americano está investigando uma visita não-autorizada feita em março por Moore a Cuba, junto com vários sobreviventes dos ataques de 11 de setembro de 2001, violando as restrições de viagem para a ilha."Não há dúvida de que ele contribui para que o mundo conheça, através do documentário de uma personalidade como o senhor Michael Moore, os princípios profundamente humanos da sociedade cubana", disse o ministro da Saúde de Cuba, José Ramón Balaguer, em um fórum na Internet sobre a colaboração médica da ilha.Sistema de saúdeEm Cuba, o atendimento médico é gratuito. A ilha tem hoje indicadores sociais comparáveis aos de Primeiro Mundo, o que o governo considera uma conquista da revolução de 1959.SiCKO, uma crítica ao sistema de saúde dos Estados Unidos, estréia na América do Norte no dia 29 de junho.Moore disse que levou a Cuba voluntários que trabalharam nas ruínas do World Trade Center, porque eles tinham tido problemas em receber atendimento em seu próprio país.Possível censura Cuba negou que sua colaboração para o documentário tenha tido intenções promocionais. "Nosso país está sempre aberto para os casos em que possam precisar dos serviços de nossa saúde pública", afirmou o ministro.Moore, diretor do filme Fahrenheit - 11 de Setembro, outra mordaz crítica ao governo dos EUA e premiado em 2005 com o Oscar, já disse temer que as autoridades confisquem o filme antes da estréia.O governo dos Estados Unidos não permite que seus cidadãos viagem sem autorização para Cuba, dentro do bloqueio comercial contra a ilha.Cuba já enviou médicos e paramédicos a mais de 70 países em desenvolvimento, muitas vezes de forma gratuita.

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