Palhaços garantem um show para rir e se emocionar

O palhaço russo Slava Polunin e sua trupe apresentam o espetáculo Slava’s Snow Show, sem diálogos, mas com muitas brincadeiras focadas no público adulto

Agencia Estado

14 Junho 2007 | 17h58

Nesta quarta-feira, 13, vai nevar no Citibank Hall. Pelo menos é o que promete o palhaço russo Slava Polunin e sua trupe. A companhia apresenta o espetáculo Slava’s Snow Show, sem diálogos, mas com muitas brincadeiras focadas no público adulto. Uma série de esquetes improvisadas leva ao riso ou à melancolia. "Cada apresentação é diferente da outra e cada pessoa é livre para fazer a sua própria interpretação", diz Polunin. "Acredito que ninguém viu nada parecido no Brasil. É divertido o jeito de os palhaços andarem, se moverem e ao mesmo tempo tem algo de dramático, que fala diretamente ao ser humano", explica. Para Polunin, toda a criação é improvisada e o importante para dar "liga" ao show é a relação com a platéia. "O público se transforma em um personagem, para isso precisamos envolvê-lo, conquistá-lo e os artistas precisam ter sensibilidade para interagir." Por essa razão, Polunin proíbe os ensaios. "Se vir alguém ensaiando, mando embora", brinca. "Toda a criação do show é feita em equipe, trabalhamos juntos com a iluminação e com a música. Todos os artistas participam e só ficam sabendo quem vai se apresentar minutos antes de a cortina abrir. Ninguém sabe como será", esse é o charme. Slava Polunin acredita que o palhaço é um "médico social, um doutor da alma". "Em um mundo repleto de tristeza, combatemos a feiúra e o stress." Inspirado em Charles Chaplin, o palhaço russo percebeu que para fazer rir é preciso ser natural. "Sou uma pessoa livre, sigo as minhas regras e acredito que é por isso que as pessoas gostam tanto dos palhaços, porque eles são sinceros." Outra influência foi o Cirque du Soleil, onde atuou na década de 90. São dele os números de palhaço de O, La Nouba e Alegria. "A situação econômica da Rússia estava muito ruim e eu queria conhecer mais sobre a arte circense do Ocidente, então fui para o Cirque", conta ele. "Trabalhei por dois anos com eles, aprendi a gerenciar e a administrar a companhia, porém na parte artística eu buscava algo mais poético, mais livre, como faço hoje." Slava’s Snowshow. 80 min. A partir de 8 anos à tarde e 14 anos, à noite. Citibank Hall (1.300 lug.). Avenida Jamaris, 213, 6846-6040. 3.ª, 4.ª e 6.ª, 21h30; 5.ª, 17 h e 21h30; sáb., 17 h e 22 h; dom., 16 h e 20 h. R$ 80 a R$ 160. Até 24/6

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