Pai de Michael Jackson está no Brasil para lançar livro

A morte de Michael Jackson, o maior astro pop do mundo, acaba de ganhar mais um capítulo. Ontem, o pai do músico, Joe Jackson, afirmou que seu filho foi assassinado pela mesma conspiração internacional que matou o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy, em 1963, e o ativista dos direitos civis Martin Luther King, em 1968. A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Joe Jackson está no País para divulgar o livro "O Que Realmente Aconteceu a Michael Jackson", de autoria do produtor dos Jackson Five, Leonard Rowe, amigo da família há mais de 40 anos. A obra chegará às livrarias brasileiras na semana que vem, pela Mundo Editorial.

AE, Agência Estado

26 de novembro de 2010 | 10h33

"Tive o privilégio de conviver com Michael Jackson fora dos palcos", diz Rowe, que não aponta apenas o médico Conrad Murray como responsável pela morte do artista. Murray aplicou uma dose letal de anestésicos em Jackson no dia 25 de julho do ano passado. Para Rowe, também são culpado pelo que ele considera um assassinato a produtora AEG, responsável pelos shows que o astro faria em Londres, além de seu advogado e o empresário. Na obra, o autor levanta documentos que, segundo ele, provam que o testamento de Michael é falso e que ele foi enganado pelas pessoas que o cercavam. "O médico, o advogado e o empresário eram pagos pela AEG. Eles não queriam o bem de Michael. Só pensavam nos lucros", completa o produtor.

Nos Estados Unidos, a primeira edição do livro vendeu 1 milhão de exemplares em 4 meses. Questionado sobre quanto ganharia com os lucros dos direitos autorais, o pai de Jackson respondeu que a única coisa que ele espera ganhar é justiça. Joe Jackson não escreveu o livro, mas participou ativamente da obra, dando declarações, conseguindo documentos e ajudando na divulgação. "A mídia diz que nossa família quer lucrar com a morte de Michael. Mas não fala das outras pessoas que não deveriam lucrar com a morte dele e estão lucrando", disse Rowe. "A família de Elvis e John Lennon lucram com a herança deles. O correto é a família Jackson também lucrar. A mídia está confundindo o público", completou o produtor e autor do livro.

Segundo Joe, seu filho foi isolado dos familiares pela produtora AEG, num momento em que ele estava fragilizado e deprimido. "Meu filho poderia estar vivo se tivesse sido internado para se desintoxicar. O tipo de medicamento que ele tomava nunca poderia ter sido ministrado sem a presença de um anestesista", disse Joe Jackson. "Murray recebia US$ 150 mil por mês da AEG para cuidar de Michael. O círculo estava fechado ao redor do meu filho". Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o primeiro país onde o livro será lançado. As informações são do Jornal da Tarde.

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