Pai de Amy pede apoio do Parlamento a dependentes químicos

Em conseqüência da morte da cantora Amy Winehouse, o pai dela, Mitch, foi ao Parlamento britânico nesta segunda-feira pressionar os políticos a fazer mais pelos jovens necessitados de ajuda para enfrentar o problema da dependência de álcool e drogas.

REUTERS

01 de agosto de 2011 | 12h49

"Isto não é por causa de Amy, porque nós estávamos numa posição afortunada de ser capazes de custear a ida de Amy a uma clínica particular de reabilitação. Isto é sobre pessoas que não podem arcar com isso," disse ele a repórteres.

Amy Winehouse enfrentou problemas com bebida e drogas na maior parte de sua carreira, até ser encontrada morte no mês passado em sua casa, no norte de Londres.

A causa da morte dela, aos 27 anos de idade, ainda não foi esclarecida e as autoridades aguardam resultados de testes toxicológicos.

O pai de Amy, um ex-taxista de 60 anos, encontrou-se com o presidente do Comitê de Assuntos Domésticos, Keith Vaz, e o ministro do Interior, James Brokenshire.

O único centro de reabilitação do sistema público de saúde britânico para jovens, o de Middlegate, em Lincolnshire, fechou no ano passado. Por isso, os dependentes têm de enfrentar longas listas de espera, de até 2 anos, por tratamento no serviço público, ou arcar com contas elevadas em clínicas particulares.

"Em vez de gastar dinheiro no sistema de justiça criminal, poderia haver uma realocação dos recursos," disse Mitch Winehouse.

"Havia apenas um centro de reabilitação para jovens que acabou de fechar por falta de fundos, portanto, nós precisamos examinar isso. Precisamos ter condições de ajudar nossos filhos."

Jornais locais disseram que Winehouse, que já havia prestado depoimento sobre consumo abusivo de drogas no comitê de Vaz, em 2009, planeja obter apoio para a criação de uma unidade de reabilitação batizada com o nome da filha.

(Reportagem de Stephen Addison)

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