Outro papo

Roberto Justus promove talk show temático na Record

Cristina Padiglione, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2012 | 03h14

Bom vendedor, como bom publicitário que é, Roberto Justus pede licença para se anunciar fã de talk shows no gênero de Jô, David Letterman, Ellen De Generis, ou, para usar um referencial mais clássico, Johnny Carson. Justamente por isso, avisa, não há o que reprisar nessa fórmula tão bem executada já em outros canais e por tão bons profissionais.

Entrevistar Justus é um exercício divertido, mas difícil. Entusiasmado com o projeto que acaba de parir, ele mesmo faz a pergunta e ele mesmo responde: "Aí cabe a pergunta: 'que tipo de talk show?' Eu não vou entrevistar pessoas, só e tanto, porque isso já está sendo muito benfeito. O mais importante é o tema que a gente vai discutir."

E põe-se a falar sobre sua trajetória na TV, de O Aprendiz, na Record, passando por dois anos de games, no SBT, e agora de volta à TV de Edir Macedo.

Sua ideia é nortear a conversa não pelo perfil do entrevistado, mas, ao contrário: é o entrevistado quem será escolhido a partir da definição do tema, e cada edição será monotemática, com mais de um entrevistado e no máximo oito minutos concentrados em cada um.

A direção é de seu filho, Ricardo Justus, "muito antenado", avisa o pai, que esteve com ele por seis anos n'O Aprendiz. "O convidado pode passar o programa todo com a gente, mas haverá um equilíbrio entre as entrevistas", diz. Na estreia, o assunto é fama, conversa que move Hebe Camargo e Rodrigo Faro. Justus também se permite fazer gravações externas - vai às ruas para "fazer matérias", avisa, além de ter, no estúdio, a companhia de seu fiel escudeiro Walter Longo, conselheiro dos tempos de Aprendiz.

Com horário definido para meia-noite, Justus sabe que não concorrerá com Jô Soares, que às segundas-feiras, por obra do Tela Quente, só entra no ar após 1 hora. Seu adversário de conversas, digamos, pode ser "o Amaury (Júnior), que entrará no ar mais cedo pela RedeTV!".

O horário aliás, já é, por si, um fator excludente para a obsessão dos canais abertos em hoje capturar o olhar da classe C. "Se bem que diziam que O Aprendiz seria um programa incapaz de alcançar muita gente e ele se tornou altamente popular."

Para o publicitário, presidente do grupo Newcomm, a passagem de dois anos pelo SBT foi altamente oportuna. "Foi uma experiência incrível, uma emissora ótima de se trabalhar, mas a Record é mais competitiva, tem mais a minha pegada", justifica.

"Fico observando os bons entrevistadores, e fico vendo que eles fazem a pergunta que eu, em casa, gostaria de fazer. Sou um bom aluno e acho que vou saber fazer um bom programa", fala.

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