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Os três tenores

Record procura cantores em novo programa de auditório

Cristina Padiglione, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2012 | 03h12

Tudo é possível, como diz o nome do programa de Ana Hickmann - até que aquele auditório, obra das tardes de domingo em que os canais de televisão se estapeiam em busca de telespectadores, promova um concurso para encontrar três tenores brasileiros. A façanha de quem foge da fórmula musical "mais-do-mesmo", que reprisa sertanejos, cantores de axé e eletroforró em busca da audiência fácil, é obra do produtor musical Marco Camargo, jurado do programa Ídolos.

É assim que ele põe no ar hoje o Estilos, novo quadro do Tudo É Possível (das 12h30 às 16h30), pronto para descobrir talentos específicos para cada gênero musical, em temporadas temáticas de três meses e meio, a começar justamente pelos tenores.

"Pela experiência do Ídolos, sei que alguém que canta um estilo mais popular pode vencer um outro candidato que interpreta um estilo não tão popular assim, sem necessariamente ter a melhor voz ou ser mais talentoso", diz Camargo ao Estado. "E comecei a pensar nisso, numa competição em que a gente pudesse contemplar um único estilo de cada vez."

Camargo acredita que a eleição dos três melhores tenores do Brasil vai atrair o público em geral, "todo mundo", e não somente quem se interessa pelo lírico clássico.

Desafio. A primeira aposta vencida diz respeito às inscrições, que passaram de 600, número espantoso para um país que valoriza com tamanha nulidade os talentos do gênero. "Chegamos daí a 41 tenores muito bons e, desses, creio que 30 devam seguir na competição."

Mas como tenores não se encontram na rua como aspirantes a Big Brother, e também era preciso percorrer endereços aonde nem sempre a televisão chega, Camargo direcionou emissários de sua equipe a conservatórios pré-selecionados em todo o País, a fim de garimpar bons candidatos e garantir um nível profissional à disputa.

O júri técnico conta com os maestros Benito Juarez e Otávio Simões (trineto de Carlos Gomes), a cantora lírica Inês Stockler e o presidente da Sony Music, Alexandre Schiavo. A gravadora entra com o principal prêmio do concurso: a gravação e distribuição de um disco a cada vencedor.

Somente a resposta da audiência dirá ao produtor qual o tema da segunda temporada do Estilos. Mas, se o público bem comparecer, ele pensa em promover uma versão feminina do modelo atual, buscando então três divas brasileiras. Uma nota, maestro, e a sorte estará lançada.

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