"Os Ricos Também Choram" tem boa audiência

A nova novela do SBT, Os Ricos Também Choram, teve média de 17 pontos de audiência em seu capítulo de estréia, na segunda-feira, 11 pontos a mais que o primeiro episódio de sua antecessora, Esmeralda, em dezembro do ano passado. A novela tem bom elenco, uma cidade cenográfica aceitável e figurino bem-feito. Mas falta uma história diferente daquelas que o SBT já produziu em novelas anteriores, como Pícara Sonhadora, Pequena Travessa e Esmeralda, que acabou ontem. Por falar em Esmeralda, as semelhanças entre os capítulos iniciais dela e de Ricos é muito grande. Mais uma vez um dramalhão do SBT estréia com parto, morte da mãe, uma fazenda, um pai rancoroso, uma vila pobre, uma vilã enjoada, parteiras, babás e, claro, o bom e velho trilho do bonde de Éramos Seis no chão da cidade cenográfica. Agora, a direção artística da casa não tem nem a desculpa de dizer que o SBT é obrigado a respeitar o texto vindo da Televisa por motivos contratuais. A rede mexicana deixou Silvio livre para fazer alterações na história. E não só detalhes. Foi mudado até o período da trama, que virou de época - anos 30 - e incluiu fatos históricos brasileiríssimos, como a Revolução de 32. Ricos foi um sucesso mundial, mas depois dela, a fórmula foi repetida à exaustão. Na adaptação de hoje, falta uma história com alguma tentativa de colocar criatividade e ineditismo no ar, detalhes que as produções globais - e as novelas de época produzidas hoje pela Record - buscam incluir, abordando temas diferentes e não só falando da pobre órfã que é herdeira de uma fortuna e se apaixona pelo mocinho rico.

Agencia Estado,

20 de julho de 2005 | 12h40

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