Os restaurantes no topo dos melhores do Guia Michelin

Três restaurantes chegaram lá ? o Olimpo dos gastrônomos ? receberam três estrelas na nova edição do Guia Michelin. Uma recompensa que um chef achou fácil descrever: ?Isto é felicidade.?Jean-Michel Lorain, 45 anos, que hoje soube das três estrelas no livrinho vermelho, acha que isto faz justiça ao restaurante que sua família possui em Burgundy, na região sudeste de Paris. O restaurante, La Côte Saint Jacques, foi rebaixado ao status de duas estrelas em 2001, durante um projeto de reforma que forçou o chef a passar horas demais fora da cozinha.?Isto é felicidade. Levamos três anos para conseguir essa estrela de volta?, diz Loraim, cujas especialidades incluem galinha de Bresse cozida no vapor de champanha e sorvete de rosas servido com uma pétala de rosa cristalizada, comestível é claro.?E não é fácil. Há muitos bons restaurantes na França, há muitos bons chefs?, admite. ?Há muito gente querendo as três estrelas, portanto conseguimos chegar a um alto nível.?Michel Trama do Loges de L?Augergade, no sulino Puymerol, também subiu de duas para três estrelas. Alain Ducasse, talvez o mais famoso chef francês, mantém as três estrelas para seu magnífico Le Louis XV, no principado mediterrâneo de Mônaco. O Arpège, de Alain Passard, no elegante 7º arrondissement de Paris, também continua no elitista clube dos três-estrelados.Ao todo, 27 restaurantes estão agora ranqueados entre os melhores, numa categoria que o Michelin descreve como ?cozinha exceptional, merece uma visita especial... Se pagará de acordo!? Mas um restaurante ? Les Crayères, em Reims, no coração da região da champagne ? sofreu um golpe devastador, ao ser rebaixado de três para duas estrelas. O restaurante agora divide o lugar com outros 66 na lista dos duas estrelas. ?Estamos muito motivados e reconquistaremos a terceira estrela?, disse o chefe do Las Crayères, Thierry Voisin. Ele contou que o restaurante já estava preparado para más notícias, por causa da aposentadoria, no ano passado, no chef principal Gerard Boyer.Embora os restaurantes dessa categoria também ostentem as melhores cozinhas oferecidas no mundo (que o Michelin chama de ?excelente culinária, merece nova visita?), a perda de uma estrela pode ser brutal fim de linha para um restaurante e para a moral do chef.Um dos mestres da culinária francesa, Bernard Loiseau, cometeu suicídio aos 52 anos, um ano atrás, levando alguns chefes a acusar a crítica de restaurantes a levá-los ao desespero. Um guia de comida havia rebaixado seu restaurante, La Côte d?Or. Mas há boas notícias para o restaurante hoje: mantém suas três estrelas no Michelin.Ao mesmo tempo, o restaurante do Hotel Meurice ? um alinhado hotel parisiense, onde dignitários visitantes costumam ficar ? juntou-se ao clube dos uma estrela, que Michelin qualifica como ?um restaurante muito bom em sua categoria?. A França agora tem 410 restaurantes de uma estrela.Como a rádio francesa vazou os nomes dos novos premiados hoje, o Michelin foi forçado a adiantar a lista completa de vencedores e perdedores, antes que a nova edição do guia seja lançada, dia 27. O Guia Michelin, publicado pela primeira vez em 1900, como ajuda aos motoristas franceses, começou a graduar os restaurantes em 1926 e estabeleceu seu prêmio três estrelas em 1931. Para cada guia anual, uma equipe de fiscais anônimos viajam pela França experimentando comida, visitando cozinhas e até mesmo vistoriando banheiros. Cada restaurante com uma estrela é visitado várias vezes num ano.

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