Fábio Nunes/AE
Fábio Nunes/AE

Os reis do improviso ganham espaço na Band

Trupe de humoristas cobre férias do CQC com jogos que fazem efeito na web e no palco

Alline Dauroiz, de O Estado de S. Paulo,

11 de janeiro de 2010 | 14h35

Depois de a TV contratar humoristas, testar quadros e beber à vontade na  fonte dos espetáculos de improviso - sucessos na web e entre o público jovem  -, o gênero enfim vai ganhar um espaço na grade. A partir desta segunda, 11, às  22h15, a Band leva ao ar o É Tudo Improviso, atração que substitui o CQC nas férias dos "homens de preto". Ao todo, serão nove programas.

 

Para a atração foram convocados três grupos de humoristas: Os Barbixas  (Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elídio Sanna), que faziam um quadro  no Quinta Categoria (MTV), de Marcos Mion; As Olívias (Cristiane Werson e Marianna Armellini); e o Jogando no Quintal (Márcio Ballas e Marcos Gonçalves), grupo que saiu da Cultura, onde tinha quadro no Programa Novo.

 

De acordo com Ballas, mestre-de-cerimônias da atração, o programa não será um stand-up e sim um jogo de improviso. "Apesar de existirem humoristas que façam os dois gêneros, um é diferente do outro", explica. "No stand-up, há um texto pronto, pensado, que é repetido nos espetáculos. Já no improviso, nada é combinado e as cenas nunca se repetem." Para ele, esse é o "vertiginoso" da coisa. "A cada semana, o público verá cenas diferentes, as que dão certo e as que dão errado. Até isso tem graça."

 

Será um desafio aos atores, que terão de fazer encenações improvisadas, baseadas nos temas propostos, por exemplo, pela plateia de 200 pessoas. Em uma das brincadeiras, a partir de uma palavra, cada um tem de criar, na hora, uma piada ou cena. Algo parecido é feito no espetáculo Improvável, dos Barbixas (http://tinyurl.com/improvaveisbarbixas). Convidados também passarão pelo teste de fogo. A cada programa, dois famosos participam da competição. Marco Luque, Rafinha Bastos e Marcelo Tas, do CQC, já estão escalados. Adriane Galisteu e Daniella Cicarelli são outros nomes cogitados.

 

Apesar de improvisado, o programa é gravado e tem um diretor, Tadeu Jungle. Ballas, porém, afirma que a presença dele só existe para transformar teatro em TV. "Ele é o cara que vai garantir que a graça do ao vivo passe para a pessoa que está em casa." Ele também garante que nenhuma marca seja citada nem qualquer artista de outra emissora.

 

De acordo com o diretor Artístico e de Programação da Band, Hélio Vargas, a atração tem boas chances de entrar na grade fixa este ano. Se a audiência na telinha for equivalente à da web, o espaço na programação está garantido.

Tudo o que sabemos sobre:
'É Tudo Improviso'

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.