Mick Rock/Divulgação
Mick Rock/Divulgação

Os mitos do Rock

Em Londres, exposição e livro reveem em imagens os 40 anos de carreira do fotógrafo Mick Rock

Eva Joory - Especial para O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2010 | 00h00

David Bowie, Lou Reed, Roxy Music, Slade, Queen, Iggy Pop, Peter Gabriel e Blondie. Quando a androginia era a palavra de ordem, nos anos 70, em pleno auge do glam rock, uma geração de roqueiros, com seus brilhos, paetês e maquiagem exagerada, foi eternizada por Mick Rock. Ele, também um dos primeiros profissionais a registrar a cena punk nova-iorquina e revelar nomes como Patti Smith, Ramones e Blondie, está com a mostra Rock Music aberta até 16 de janeiro em Londres, na galeria Idea Generation. Na exposição, também está sendo lançado o livro Exposed: The Faces of Rock "n" Roll, que revê em mais de 250 imagens seus 40 anos de carreira. Mas Rock ficou mesmo famoso como o fotógrafo que desnudou a intimidade de Bowie. "Quando o conheci, ele era apenas o cara que estava usando um vestido na capa do seu primeiro disco, The Man Who Sold the World." A declaração está no seu livro Blood and Glitter, de 2001.

Mick Rock começou a fotografar por acaso. Na Universidade de Cambridge fez amizade com Syd Barrett (fundador do Pink Floyd), quando este iniciava a sua carreira solo. "Foram as minhas primeiras imagens significativas." Esse é um pedaço da história que transformou Mick Rock em um criador de registros icônicos, como explica em entrevista exclusiva ao Estado. Para ele, uma única foto tem o poder de contar toda uma história. Está lá, capturada em um rápido instante e congelada para sempre. "Uma grande foto tem que ser antes de tudo memorável."

Como conheceu David Bowie?

Foi em 1972. Quis conhecê-lo após ouvir Hunky Dory, um disco mágico e único. Como eu fazia entrevistas junto com as fotos para ganhar uma grana extra, fui ver seu show. Ele era desconhecido e havia só 400 pessoas na plateia. Ele ainda não havia lançado Ziggy Stardust.

Suas imagens de Bowie mostram uma grande intimidade com ele, o que poucos fotógrafos alcançam. Vocês se tornaram muito próximos?

Ele confiava em mim, sabia que a minha lealdade era para com os artistas, que eu não fazia parte de nenhuma gravadora ou revista. Eram os artistas que eu queria e devia agradar. E ele sabia.

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