Os Beatles pelo violão do maestro

Antes de ser convidado por Frank Sinatra, Tom Jobim já registrara seu violão e sua música em discos de outros parceiros norte-americanos e construído uma sólida carreira nos EUA desde que gravou, em 1963, seu primeiro disco como solista para a Verve (The Composer of Desafinado Plays). Reconhecido como criador de um gênero musical que rivalizava em popularidade com os Beatles, Jobim gravara para os melhores selos (Verve, Warner), tendo como arranjadores mitos como Nelson Riddle e o alemão Claus Ogerman, que o ajudou - tanto como o americano Gary McFarland - a formatar a sintaxe internacional da bossa nova.

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2010 | 00h00

McFarland gravou com Jobim pela primeira vez em junho de 1964 - o disco Soft Samba, que não tem nenhuma composição do brasileiro, mas traz nada menos do que três canções dos Beatles. Jobim toca uma delas ao violão, I Want to Hold Your Hand, além da clássica canção francesa de Edit Piaf, La Vie en Rose. Dois anos antes, McFarland fez os arranjos de Big Band Bossa Nova, de Stan Getz, um dos primeiros a aderir ao gênero. Seu último disco, To Live Another Summer (1971) foi concluído no dia em que morreu envenenado em um bar. Seu filho. Milo McFarland, morreu em 2002, com a mesma idade do pai.

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