Os 150 anos da morte de Balzac

Sobre o escritório jazem ainda duas páginas manuscritas corrigidas. Na estante estão as obras do seu querido colega Jean-Jacques Rousseau. Pela janela se vê a porta de trás desta modesta propriedade na rua Raynouard, no elegante setor sudoeste de Paris. Aqui, sob o nome falso de Senhor de Brugnol viveu e escreveu Honoré de Balzac, precursor do realismo na literatura e infatigável criador dos volumes de A Comédia Humana. Há 150 anos, de um 18 de agosto, morria Balzac. Ele desenhou uma verdadeira e única pintura dos costumes da sociedade francesa e, por conseqüência, do destino humano. As portas de trás eram essenciais para este homem e sua obra, que ocupa um lugar indiscutível na história da literatura mundial. Sempre necessitado de dinheiro, e além disso, em perene busca de reconhecimento na sociedade, Balzac tinha a possibilidade de sair para o jardim, quando os credores golpeavam a sua porta principal. Sua irrefreável necessidade de escrever era impulsionada ainda mais pela necessidade de encher seu orçamento sempre vazio. Aos 20 anos, ele negou-se a abraçar a carreira de advogado. Em troca, foi viver em um miserável sótão em Paris, para seguir sua verdadeira vocação de escrever.

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