Orlando Furacão, um vilão inspirado em Hollywood

Foi como o simpático Giuseppe Berdinazzi de O Rei do Gado que o paulistano Emílio Orciollo Netto estreou na televisão, há três anos. Formado pela Escola de Artes Dramáticas da USP, o ator de 26 anos curte um dos papéis de maior destaque de sua carreira, iniciada ainda na adolescência. Emílio é o intérprete do perturbado Orlando Furacão, de Marcas da Paixão, exibida pela Record. Com o fim das gravações previsto para o dia 10, Emílio já se prepara para dedicar-se somente ao teatro, onde desde dezembro de 99 interpreta o romântico Penseroso, da peça Macário, que encena ao lado de Caio Blat e Ana Beatriz Nogueira. A peça, que entrará em cartaz a partir de 13 de setembro no Centro Cultural São Paulo, já foi apresentada em Salvador, Recife e Rio de Janeiro. A projeção de seu personagem na trama de Solange Castro Neves poderá render a Emílio um contrato com a Record. "Ainda não tenho nada certo, mas existe um interesse da emissora em me manter no banco de elenco", salienta o ator, que na Globo também participou de Anjo Mau e Chiquinha Gonzaga. No ano passado, Emílio também morou durante seis meses em Los Angeles, onde apresentou uma temporada do programa Teen Choice Awards, exibido pelo canal Fox (Sky, Net e TVA). Rejeitado - Em Marcas da Paixão, Emílio dá vida a um rapaz que cresceu obcecado pela idéia de encontrar sua mãe, que o abandonou ainda criança num orfanato. No caso, sua mãe é a maquiavélica Dete, interpretada por Irene Ravache, que dá mais atenção a Diogo (Carlos Casagrande) que a seu filho natural. "Ela o manipula com a idéia de que um dia poderão ter uma casa para viver juntos e recuperar o tempo perdido, mas na verdade só quer usá-lo", explica o intérprete. Segundo Emílio, o final previsto para o Orlando trará uma revelação surpreendente. "Ele é o grande vilão da história e o papel está crescendo em importância dentro da trama", orgulha-se o intérprete. Para compor o psicótico Orlando, Emílio inspirou-se em personagens como os dos filmes Taxi Driver e The Butcher Boy (O Açougueiro). "O Orlando é obcecado por sua mãe e para conseguir o carinho e a atenção dela, chega até a matar. Numa de suas crises de loucura, teve um acesso e cortou os próprios cabelos. Na verdade, até gostei do visual porque fica mais fácil compor um personagem louco dessa forma", brinca o ator, que se for realmente contratado pela emissora de Edir Macedo, voltará a morar em sua terra natal. "Enquanto não tenho nada concretizado, continuo na ponte aérea Rio-São Paulo".

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