Organização identifica 93 monumentos em perigo

Machu Picchu e vários lugares na América estão entre os escolhidos pelo Fundo Mundial para os Monumentos

Efe,

06 de outubro de 2009 | 16h40

O Fundo Mundial para os Monumentos anunciou nesta terça-feira, 6, sua seleção bienal de 93 lugares do mundo que precisam de ajuda urgente para garantir sua preservação, já que sofrem com a falta de conscientização pública sobre o perigo que correm e de recursos para serem mantidos. Entre eles estão locais famosos, como Machu Picchu, no Peru - e dezenas de outros monumentos na América Latina -, e outros remotos, como o monastério Phajoding, nas montanhas do Butão. Alguns são desconhecidos, como os castelos no deserto da antiga região de Khoresm, no Uzbequistão.

 

Todos eles precisam de uma ação coletiva e de uma gestão cultural sustentável", explicou nesta terça-feira, 6, a presidente do Fundo Mundial para os Monumentos, Bonnie Burnham, durante uma coletiva de imprensa em Nova York.

 

Burnham acrescentou que esses lugares "são um claro exemplo da necessidade, mais do que nunca, de criar um equilíbrio entre a preservação do patrimônio cultural e os interesses da comunidade em aspectos sociais, econômicos e ambientais".

 

Para listar um monumento, a fundação - que tem sede em Nova York - recebe sugestões particulares, de organizações ou autoridades preocupadas com a preservação de certos lugares - desde construções milenares e restos arqueológicos até paisagens e parques naturais - sobre os quais consideram que se deve atrair a atenção internacional.

 

Entre eles, foram selecionadas as "Machiya", casas tradicionais de Kyoto que datam do século XVII e integravam a vida urbana, além do bairro Qaysariya, no Bahrein, uma das poucas regiões tradicionais que existem na região do Golfo Pérsico e que, segundo o Fundo, poderia ser destruído para a construção de um centro comercial.

 

A organização pediu esforços adicionais para a conservação da arquitetura vernácula das  estepes do Cazaquistão, que incluem cemitérios e mausoléus do século XVIII - e que permitiu a tribos nômades recordar seus antepassados e delimitar geograficamente suas terras.

 

Do mesmo modo, precisam de ajuda os campos de arroz do século XVI nas Cordilheiras Filipinas, e cerca de 50 mil petróglifos antigos no norte do Paquistão - que correm o perigo de ficar cobertos de água pela construção de uma represa.

 

O fundo Mundial para os Monumentos, que elabora esta lista a cada dois anos, desde 1996, irá fornecer a todos ajuda financeira e técnica para fomentar uma conscientização social e uma melhor preservação destes 93 lugares - 15 dos quais são do século XX -, distribuídos por 47 países. Dos escolhidos neste ano, 38 ficam nas Américas, 26 na Europa, 18 na Ásia e 11 na África e no Oriente Médio.

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