Organização da Virada foi eficiente e não permitiu maiores distúrbios

Prefeitura, a polícia e o Executivo municipal estabeleceram estratégia de ação para inibir o vandalismo e o crime durante o evento

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2014 | 18h07

A ação mais rápida, organizada e eficaz da Polícia Militar era evidente em toda a extensão da festa. Na madrugada, houve operações pente-fino por todo o centro e policias circulavam e atendiam com civilidade a população. Bombeiros escoltavam deficientes por entre os repórteres e VIPs dos fossos e os colocavam à frente do palco, à frente de todo mundo, adequadamente. Muitos PMs monitoravam o movimento em observatórios com gradis de ferro dois metros acima dos pedestres. Os arrastões também vieram com tudo, mas não conseguiram intimidar a população. Segundo fontes da Prefeitura, a polícia e o Executivo municipal passaram os últimos 4 meses em conversas para estabelecer uma estratégia de ação que pudesse inibir o vandalismo e o crime durante o evento.

A primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, visitou a Viradinha pela manhã e comemorou o sucesso da nova "sede" do evento, a Praça Roosevelt (no ano passado, foi na Estação da Luz). A ideia, disse Ana, foi oferecer maior comodidade para os pais que vêm com os filhos - o metrô e os ônibus que sobem e descem a Consolação facilitam o acesso. Isso também acarretou um maior número de atrações do que o oferecido no ano passado.

Como tem mais espaço, procuramos por mais atividades e distirbuímos por toda a praça. É bom ver o território da cidade sendo ocupado, a cidade precisa de festa", disse Ana Estela, que coordena o programa São Paulo Carinhosa da Prefeitura de São Paulo. "Desde que assumimos a Prefeitura, eu conversei com o prefeito sobre a necessidade de incluir, dentro das necessidades de política pública, a questão da infância, e a Viradinha é uma dessas ações".

Já o Secretário Especial de Turismo e CEO da SP Turis (que coordena a logística da Virada, com mais de 20 palcos), Wilson Martins Poit, comemorou o que chamou de "agenda positiva" da Virada. "Lógico que tivemos incidentes, mas muito menos que no ano passado. É perceptível que há muito mais gente feliz esse ano. Tem quem prefira olhar o lado vazio co copo, mas o lado cheio do copo está muito cheio", afirmou Poit. "A Virada possibilita mais do que as suas 24 horas de deleite estético e convivência prazerosa", afirmou, em post no Facebook, o secretário de Cultura, Juca Ferreira.

Tudo o que sabemos sobre:
Virada Cultural

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.