Ópera de Ravel é vencedora do Prêmio Carlos Gomes

A montagem da ópera "O Menino e os Sortilégios", do compositor Maurice Ravel, foi a grande vencedora da 15.ª edição do Prêmio Carlos Gomes, realizada na noite de segunda-feira no Teatro Municipal de São Paulo. A produção levou cinco troféus - entre eles o de melhor espetáculo de ópera de 2011, desbancando os favoritos "A Valquíria" e "Tristão e Isolda", de Richard Wagner, produções do Municipal e do Festival Amazonas de Ópera, respectivamente.

AE, Agência Estado

29 de agosto de 2012 | 10h02

Além de melhor espetáculo, "O Menino e os Sortilégios", que fez parte da temporada do ano passada da Orquestra Experimental de Repertório, venceu também nas categorias cenário (Fernando Anhê), iluminação (Wagner Pinto), figurino (Fernando Anhê) e direção cênica (Lívia Sabag). "A Valquíria" venceu na categoria Regente de Ópera, com Luiz Fernando Malheiro (que também esteve à frente da direção musical de "Tristão e Isolda", em Manaus), e entre as cantoras solistas (a meio-soprano Denise de Freitas, que também participou de "O Menino e os Sortilégios"). Entre os cantores, venceu o tenor Fernando Portari, pela atuação nos espetáculos "O Morcego", "Romeu e Julieta", "Don Pasquale" e "La Bohème".

A cerimônia de entrega do Prêmio Carlos Gomes foi apresentada pela atriz Beatriz Segall e contou com a participação da soprano Niza de Castro Tank, grande intérprete da obra do autor de "O Guarani" e presidente da comissão organizadora da premiação. Ao longo da apresentação, canções do compositor foram interpretadas pelo Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, pelo tenor Fernando Portari e a soprano Rosana Lamosa.

Entre as orquestras, foi escolhida como destaque de 2011 a Filarmônica de Minas Gerais, pelo conjunto de apresentações da temporada passada - e, entre os conjuntos de câmara, venceu o próprio Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, corpo estável do Teatro Municipal, pela "coerência" do trabalho apresentado ao longo dos últimos anos.

A solista instrumental vencedora foi a pianista brasileira radicada na França Sonia Rubinsky, pela gravação integral do ciclo "Canções Sem Palavras", de Mendelssohn. A maestrina Ligia Amadio ficou com o Carlos Gomes de regente de repertório sinfônico devido a seu trabalho à frente da Sinfônica da Universidade de São Paulo. O Troféu Guarany foi entregue a Dyra Oliveira, ex-diretora do Teatro São Pedro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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