Odorico Paraguaçu chega ao cinema em 'O Bem Amado'

O prefeito Odorico Paraguaçu está de volta. Depois de 38 anos, o personagem mais marcante da teledramaturgia brasileira volta a agitar a fictícia cidade de Sucupira e, o às vezes irreal, país chamado Brasil. Agora, nas mãos do diretor Guel Arraes e do roteirista Cláudio Paiva.

AE, Agência Estado

23 de julho de 2010 | 10h37

"O Bem Amado", escrito por Dias Gomes (1922-1999), nasceu primeiro como peça de teatro ("Odorico, o Bem-amado" ou "Os Mistérios do Amor e da Morte"). Depois, já na década de 70, transformou-se na primeira novela a cutucar o regime militar. O sucesso foi tão grande que o folhetim virou série e seguiu até os anos 80 - tendo como estrela maior o ator Paulo Gracindo, como Odorico. Nesta versão, Marco Nanini interpreta Odorico Paraguaçu e Matheus Nachtergaele vive o confuso Dirceu Borboleta.

Guel e Paiva mantêm a essência da obra de Dias Gomes (e evidencia a falta que um autor como ele faz). A verborragia de Odorico aparece atualizada, incrementada e ainda mais divertida. Nanini não mimetiza Paulo Gracindo. O ator faz sua própria versão do político/coronel, essa figura tão presente na História Brasileira. Aliás, o elenco brilha - mas também é necessário dizer que todos estão atuando em sua zona de conforto. O destaque é o impagável Tonico Pereira como líder da oposição.

Nesta versão, a história de Odorico, o prefeito de Sucupira que constrói um cemitério na cidade em que ninguém morre, ganha um pano de fundo nacional. Fala-se na renúncia de Jânio, na impossibilidade de Jango assumir a presidência e até no movimento das Diretas Já. Em ano de eleições, "O Bem Amado" deve fazer eleitores pensar um pouco melhor antes de votar num coronel autoritário (seja de direita ou de esquerda). As informações são do Jornal da Tarde.

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