Odisseia digital volta aos cinemas em 'Tron - O Legado'

"Tron - O Legado", sequência do clássico da ficção científica lançado em 1982, estreia hoje nos cinemas. Para a geração atual nascida no início da década de 90, totalmente integrada com as novas mídias digitais, o filme pode parecer uma bobagem futurística. Uma pesquisa básica na internet (coisa corriqueira entre esses mesmos jovens), no entanto, revelará que o longa foi um dos precursores dos filmes de ficção científica e que merece atenção pelas inovações que promoveu. O atual equilibra referências ao passado, com belíssimas imagens digitais, adicionado da tecnologia 3D e com uma empolgante trilha sonora assinada por Daft Punk.

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2010 | 09h37

O novo filme retoma de onde o antigo parou. Depois de voltar de uma guerra dentro da Grade, Kevin Flynt (Jeff Bridges) assumiu o controle da multinacional Encom. Flynt é um programador de videogames e agora tem uma vida normal junto com seu filho. Toda noite, ele conta uma história para o garoto sobre um mundo fantástico chamado A Grade, onde vivem os programas de computador.

Certo dia, Flynt desaparece. Já adulto, seu filho Sam Flynt (Garrett Hedlund) descobre que ele está preso dentro da Grade junto com Clu, um clone digital de Flynt, que saiu do controle e tomou o poder no mundo digital. Ao buscar uma alternativa para salvá-lo, ele também se materializa no ambiente digital. Lá dentro, os programas ganharam vida própria e querem usar a máquina de Flynt para se materializarem no mundo real e dominarem a humanidade.

Um dos destaques do filme é ter conseguido manter a mesma aura do passado sem parecer antiquado. As guerras entre programas e humanos continuam, com emocionantes corridas de motos de luz e batalhas de discos, entre outras coisas. O visual é impressionante, com roupas de neon e pistas de luz por onde passam motos e carros. Bem semelhante ao longa de 1982 e ao videogame que fez sucesso no Brasil com o Atari. O design das motos, aliás, merece atenção. É muito bem feito e tem o estilo de protótipos futuristas, desses expostos nos salões de automóveis.

Outro detalhe que não passa despercebido é a tecnologia usada para rejuvenescer Jeff Bridges. O ator interpretou Flynt no primeiro longa e tinha na época 33 anos. Agora ele interage com Clu, sua imagem rejuvenescida que, por se tratar de um programa de computador e não um humano, não envelheceu. Flynt criou Clu para ajudá-lo a elaborar o sistema perfeito, mas o clone saiu do controle. Junto com Clu, Flynt tinha ao seu lado Tron, um programa guerreiro que defende os usuários dos vírus de computador. Acontece que Clu reprogramou Tron para trabalhar para os programas.

"Tron - O Legado" é um filme para amantes de tecnologia. Quer coisa mais divertida do que se imaginar duelando de verdade dentro do videogame? Ao sair da sala de cinema, a garotada nunca mais vai olhar para o aparelho de celular, tela do computador, TV ou qualquer outro dispositivo eletrônico e não pensar que lá dentro poderiam viver seres em eterna batalha entre o bem e o mal. As informações são do Jornal da Tarde.

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