Obras de Segall e Guignard vão a leilão no Rio

Um óleo sobre tela, Maternidade, de Lasar Segall, uma paisagem de Ouro Preto, de Alberto Guignard, pinturas abstratas de Iberê Camargo e Tomie Ohtake são os destaques do leilão que a Bolsa de Artes realiza hoje à noite, no Copacabana Palace. É o terceiro do ano e o presidente da Bolsa, Jones Bergamin, acredita que o mercado está mais aquecido que o último realizado em meados de abril. "Como outros ativos, especialmente dólar e Bolsa de Valores, estabilizaram-se, os investidores voltam-se para o mercado de arte, que tem liquidez e não sofre grandes oscilações", ensina ele.Desta vez, além da arte brasileira do século 20, que sempre predomina nos leilões da Bolsa de Artes, aparecem também artistas brasileiros contemporâneos, como Hélio Oiticica (nanquim Metaesquema Projeto HO, com preço entre R$ 20 mil e R$ 30 mil), Waltércio Caldas (a escultura Sem Título, de 1997, oferecida entre R$ 35 mil e R$ 45 mil), Ione Saldanha (Bambu, entre R$ 12 mil e R$ 18 mil) e Daniel Senise (dois óleos sobre tela, com preços que vão de R$ 30 mil a R$ 60 mil).Como em outros leilões, as paisagens são a maioria, especialmente do Rio de Janeiro. Há a zona sul do Rio nos séculos 19 e 20 (nas visões de Quirino Campofiorito, Takaoka, Carlos Chaberland, Benno, Treidler, Hagedorn e Eugéne Cicéri, quase todos viajantes estrangeiros). Mas há também paisagens mineiras de Marcier (Barbacena, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil), Sylvio Pinto (Paisagem com Igreja-MG, entre R$ 6 mil e R$ 8 mil) e duas outras de Ouro Preto, uma de Dacosta (entre R$ 20 mil e R$ 30 mil) e outra de Alberto Guignard (entre R$ 100 mil e R$ 150 mil). "Entre os abstratos, destacam-se Iberê Camargo (Carretéis e Formas Geométricas), que é o artista da vez e tem dois quadros oferecidos neste leilão, e Tomie Ohtake, cujo óleo sobre tela Sem Título é de uma preciosidade e raridade sem igual", observa Bergamin. "Ao contrário do último leilão, este deve reanimar o mercado de arte."

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